Templates da Lua

20090228

Haja Paz.



Pensamentos jogados, compartilhados entre os espaços sobre postos. Sob impostos, o impostor vive sem a paz e a liberdade, se o que te destrói é o que te assusta de verdade. Feche os olhos, caia de cara na madrugada, alugada a sua vida nunca foi tua. Apenas se insinua, pelas ruas, perante a sua cara. Mascara o voto de silêncio. Em silêncio, hoje a música que toca são as batidas do seu coração, nunca sabe se esta vivo ou se está morto, em casa, fechado, trancado dentro desta tua solidão. E agora todas as minhas últimas palavras transformei em uma única oração.
Entre a regra e a exceção,todo homem que cresce, cresce e vai pra guerra seja ela pelo amor ou pela paz, por amar em paz. Paz! O que mais interessa a nós?Se vós transformastes toda a força em amor, tua guerra será em paz e os bombardeios serão de ideais, soluções ao invés dos milhares de canhões. Os batalhões derramarão lágrimas, suor pela vitória, nesta hora, tão melhor que todas as mortes,no instante em que se banham misturados,encontrados afogados nus em oceanos de sangue.
Semelhante a todos os nossos heróis, um guerreiro nunca foge a batalha,encara,escancara todos os seus medos, de voar ou de por um minuto se sentir em paz. Atrás de cada página se faz o dia de quem escreve a história.
A vitória é a senhora da guerra, mas não se enterra com os seus mortos. Entre os mortos os feridos ainda se sentem vivos, espalhados pelo chão, os sonhos se reconstroem no instante em que suas feridas aparentemente já não tanto lhe doem.
Corroem aquele que só viveu a paz e o amor, hoje tão opostos só conhecemos a morte e a dor, o caos e o terror, apenas as lágrima e o horror. O calor não era do sol, em prol do dia que não se alia a guerra, pois era dessa o fogo que mais brilhava,tanto no céu, quanto no chão e até em baixo da terra. A guerra que começa no pensamento e cresce como o fermento da ambição, separa uma família inteira. A união que chora ao encontrar irmão destruindo irmão, sem perdão, dentro desta mórbida e descontrolada situação.
A visão reconhecia a bandeira branca com manchas de sangue, a paz suja,envergonhada com mentiras infames. Quando caímos ao engatilhar, paramos de caminhar, assim voltamos a engatinhar, com os joelhos feridos,de sentimentos partidos, nos arrastando por outros caminhos, direções entre todos os espaços perdidos, um futuro desconhecido, de mãos dadas chorando calados, sentados à beira do abismo.
Jogados ao precipício, á frente os trens agonizavam ainda parados em cima dos seus trilhos. As águas só faziam refletir a fogo que queimava e machucava todas as outras águas que moravam dentro dos seus rios.E cada cruz o conduz a enxergar que eram elas as flores plantadas por todo aquele chão, e a luz era escuridão que iluminava os mortos espalhados entre toda a multidão. Tão inocentes agora se encontram ausentes de suas vidas aparentes, resumidas, enterradas como sementes a sete palmos dentro de um caixão.
E a solução um dia ainda há de aparecer. Se entender pra evoluir e crescer, fazer todo tipo de guerra acabar e morrer. A guerra entre eu e você.A guerra que começa sozinha, até mesmo sem ninguém aqui perceber.A guerra de cada pensamento antes do dia acontecer.A guerra da vida pela vida, da vida pela paz.
Paz!
Alias, o que mais importa para todos nós?
Pela paz, construímos a nossa vida. Pela paz escrevemos um novo dia.
Amanhecemos a poesia!



Vinicius Ribeiro.







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