Templates da Lua

Créditos

Templates da Lua - templates para blogs
Essa página é hospedada no Blogger. A sua não é?

domingo, 22 de novembro de 2009

Após ás ultimas palavras.


Que Deus me ajude a escrever algo.
Separar o doce do amargo

Não me salvo
porque não me acho.
Descanso em mim
entre vários espaços.



Vagos



A terra aqui em baixo é úmida, mas o corpo não sente mais nenhuma sensação de frio. Por um fio estavam todos os nossos dias, o arrepio que até agora sinto na espinha. E por falar em saudade, não sei mais o que é verdade, desde que o escuro extinguiu a ultima gota de claridade e serenidade. Me perco entre velhos pensamentos ainda abertos, infinitas possibilidades., aqui hoje, se perderam em meio ao incerto. Os insetos aqui em baixo são todos meus amigos, por isso te digo que me sinto melhor assim, acreditem em mim. Enfim eu sou aquele que creio na vida e por isso me senti tão venturoso na hora da minha partida. Eram tempos incríveis, terríveis, visíveis á olho nu. Numa escala de zero ao infinito, a vida se encaixa entre as peças que ainda mantêm o trem em cima dos mesmos antigos trilhos. Em algumas dessas cartas pude perceber o quanto a vida não muda, afunda, mas permanece tudo sempre igual, pro meu mal, o que certamente não lhe faz bem. Prefiro obedecer ao sol quando nasce a um relógio que não me cabe. Sabe, eu tenho que tomar chá pra dormir e sonhar pelo menos um pouco antes de acordar. Vá lá se no meio ainda não tiver um pesadelo. O desassossego quando faz questão que todos os arco Iris sejam em branco e preto ou preto e branco. Santo remédio, um pouco de luz do sol ainda serve pra espantar algum traço de tédio.
Tédio da vida que eu tinha. Aqui a sete palmos da terra, toda a natureza é sincera, o meu corpo apodrece, mas meu peito agradece, se aquece, despede se de tudo. Agora sou um defunto mais vivo que todo mundo.



Vinicius Ribeiro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Nuvens Antes Lamentáveis.



Frases soltas
De idéias congeladas
Idéias pré fabricadas
No supermercado,
ao lado da carne moída
De pessoas que em tantas guerras
perderam suas famílias.

E assim, cada segundo
traz algo que eu ainda não sabia
Em cada palavra
a lembrança de uma vida
que todos queriam.
Se o pior cego é o que não quer enxergar
O pior morto é aquele que insiste em se enterrar

Bem por isso só é vivo
aquele que erra
Que aprende e que muda.
Aquele que renasce a cada dia
Que planta sempre boas sementes
E sabe que um dia de todas elas
Brotará a grande floresta da vida!




“E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.” (Salmos 37- 6 )



Vinicius Ribeiro.

sábado, 14 de novembro de 2009

"Nós Loucos".

.
Nós loucos desejamos a vida
Atravessamos a avenida
Esfregamos nossas roupas encardidas



No pedaço damos a maior mordida
E ardida é a ferida que trazemos no corpo
do sufoco que escapamos por pouco !



Nós loucos não corremos contra o tempo
Vivemos pelo pensamento
Plantamos flores em terrenos lamacentos



Não espere nos encontrar pelas salas de estar
Te esperamos pelos corredores
E enfermarias de alguns hospitais



Nós loucos não comemos comida
Devoramos a vida
Nos despimos das mentiras que todos nos ofereciam



Acredite no silêncio
Desejo que nunca seja em vão
Nenhum dos seus movimentos



Eles são loucos porque vivem uma vida de mentira
Por que mesmo estando mortos
Ainda insistem em temer a morte



Sonhos comprados com cartão de crédito
Lágrimas choradas do alto de um prédio
De quem pula pra não se queimar em todos esses dias de incêndio



Eles são loucos porque bebem pra poder sorrir
Assassinam a verdade para serem livres pra poderem mentir
Estão sozinhos em multidões que eu vejo aqui e ali



Preferi dizer a verdade
Viver com vontade
Quero ser o herói da minha história



Eles são loucos porque não sonham acordados
Deixam o conhecimento de lado
Nunca dizem obrigado.





Vinicius Ribeiro.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Sociopata.



Quando abriu a janela pela ultima vez às seis e um da tarde, o jovem viu algo que jamais havia visto em seus livros, historias e quadrinhos espalhados por toda a antiga avenida. Eram olhos, bocas, passos, gestos, sorrisos e abraços, espaços, vagos na minha mente. Tão surreal como um sonho e pesadelo. Algo que tomou conta de vários de seus dias, roubou milhares de seus pensamentos invertidos.
Aquele jovem que passou a amanhecer quase em pânico, meio mutante, seus pensamentos acordavam sempre em cidades diferentes, em mundos ainda inexistentes, sofria por saber que pra ele aqui não havia um lugar, apenas voava mesmo sabendo que logo a frente sempre cairia por nunca haver um lugar seguro, um pouco menos escuro pra que tranqüilo pudesse repousar.
De vôo em vôo, conheceu quase todo o céu, encantou se com uma estrela e entristeceu se por não saber como poderia obtê la, como poderia esquece la? Pensou que junto com ela lutaria cada dia de sua vida, lutaria por um céu mais infinito e aterrissagens já tão mais tranqüilas. No céu, à tarde, conversava com alguns pássaros, sobre os rumos dos ventos, as aves que voavam em bando por que sozinhas elas morreriam sem achar sua própria direção, triste decepção, para ele, que ganhara a vida ao cair do berço e bater a cabeça. Continuava se inclinando contra a parede, derretendo todo o gelo, que fez do mundo um grande iceberg. Os pássaros riam pra se divertir, ele corria pra não se ferir , mais do que toda a água das mesmas garrafas que ele bebia pra matar sua sede do fim da batalha, o inicio de mais algumas minhas e tuas guerras. Os fortes atletas ganhavam medalhas, Jesus Cristo caminhava com velhas sandálias, os canalhas cuspiam na cara dos inocentes por que os guerreiros eram covardes de verdade, como eu quando entrego o jogo, desapareço no meio do povo. Deitado na cama, em cada fim de noite fecho os olhos e morro, quando acabam todas as forças pra lutar.
Ele que já foi um herói está preso novamente, cheio de correntes. Um tubarão louco que atacava com os dentes, trocou suas barbatanas por um imenso nó na garganta, todo mundo reclama, mas jamais apontará o dedo sem se lembrar de seus milhares de segredos sujos e porcos entre todos os nossos dias mudos e mortos. Ele que já esteve entre os mais fortes, hoje só tem vontade de fugir... E apenas fugir pra poder simplesmente viver.
Se amanhã o sol nascer, talvez ele entre dentro de um livro, desapareça quando se apaga o ultimo rabisco de um sentimento que ele não entende, apenas sente, a dor de não poder mudar algo, que mudou o inicio o meio e o fim de toda essa história.
Para os pássaros, sobraram o céu, as nuvens e vários dias de chuva, varias palavras a serem escritas em frente aos nossos muros. Entre o céu e a terra, abriu os olhos e enxergou o mundo de que tem medo quando percebe que este avança andando para trás, quando se vê dentro deste mesmo mundo que cresce transformando bravos seres humanos em domesticados animais.



Vinicius Ribeiro.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Falta.

Há falta de tudo
De tudo que ainda falta
Maria mentiu
Eu morri
Jesus chorou
E na falta do que fazer
Os pássaros continuaram a voar
As galinhas ciscando em suas taças de vidro
Do vidro transparente
De transparência relativa
Como aquela que guiara a tua vida.

Há falta onde sobra
vários pensamentos não concluídos
Da falta de estimulo
que não deixou o sol ficar no céu até o meio dia
Todos sentiram falta de viver de verdade
De enxergar as cores no meio da cidade
Falta coragem
pra nascer a sinceridade
Pra esquecer a vaidade
Na falta de dias melhores
Dorme se até tarde.

Na falta de novas canções
Ficou se em silêncio
A falta de direção
Escreveu se por extenso
Por faltar palavras
Escrevo pela metade
E a outra metade
Se escreve mesmo sem palavras
Mas há tantas virgulas
Que me falta o ar
Por demorar a encontrar um verdadeiro ponto final.



Vinicius Ribeiro.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Novo.



Novo como o tom do verde que reflete o sol da manhã entre os troncos de todas as árvores é novo.
De novo a folha de papel tornou se branco e o banco da praça se fez vazio de novo, para o velho sentar e descansar até voltar a se sentir novo.
De novo um primeiro parágrafo da história que começa de novo. Entre os tijolos dos muros desapareceram as gaiolas para que os pássaros voassem de novo.



Vinicius Ribeiro.

domingo, 16 de agosto de 2009

Algo que aprendi sobre Eu e Ela.

Ela, a vida!

Eu, um soldado, de frente á batalha, colecionando partes de uma mesma ideologia, estragédias pra essa guerra de uma única conquista.




Notas e acordes, alguns dias acordados no pensamento dos pensamentos desmaiados em copos de vinhos, entre tantas demonstrações de carinho.
Á música, fazemos mais uma festa, dormimos e acordamos mesmo mortos ainda pontualmente nos levantamos. As plantas não conseguiram ver o sol, o peixe que mais uma vez desviou o seu destino da ponta do anzol, o pianista que vendeu seus dedos em troca de mais alguns dias em companhia de todos nós.
Fazer música, chegar á Lua, entre pontos e vírgulas, palavras que se escreve, mas não se acentua. E sim, ele vive por mais alguns dias, o pianista já sem os dedos, acumulando alguns milhares de medos, seus brinquedos, naquela prateleira ao lado dos velhos sonhos e antigos pesadelos.
Caminha ou rasteja dentro do seu próprio ninho, madruga e festeja com baldes de taças de vinho. Sem o seu consentimento, seu queixo caiu novamente, escapou e caiu para sempre. Propôs um brinde á vida que não vivemos, á verdadeira alegria que nunca conhecemos. E assim de algum modo sempre caminhamos juntos, mergulhamos até o fundo. Só me pergunto onde estará você á essa hora, tão longe de mim, mas perto de todas essas idéias. Se soubesses tudo que penso sobre ti, deixarias o sol nascer, perderias todo esse medo de viver.
Com muita música exorcizamos todos esses maus dias, abrimos jornais de poesia, que com vigor diziam como a bailarina gorda e paralítica era tão bela quanto divina, de repente tornando se a melhor entre todas as nossas artistas. Um espetáculo em sua imaginação, daqui eu percebo todos os aplausos que tirava dos velhos e dos mancebos, dos vizinhos e dos estrangeiros. O pianista já sem os dedos, não via a vida sem a música, tão logo percebera como era diferente a sua musa e que depois de tudo que já sentira, jamais temeria nenhum filme de terror ou tudo aquilo que já se foi, juntamente com a urina, perdida no vaso de flores mortas, jogadas na horta, perto dos bebês que nascem quando existem mães que ainda não os abortam.
Sobre a mesa, a cadeira, ou debaixo da xícara, o jornal de poesia reafirma as belíssimas historias, das mãos que sozinhas tocavam o belo piano, se perderam do corpo, e sozinhas as duas juntas repetiam incansavelmente sempre o mesmo coro. E quanto a mim nunca mais quero um dia como o de hoje, dias em que não me sinto mais vivo, não fui bom nem mesmo pra ser meu próprio amigo. Vejo que tenho todas as razões para dormir, mas o sono parece ter me esquecido na beira do mar, pegou algumas malas e foi ser feliz em algum outro lugar. Eu só penso que mesmo por vezes sonhando com este mar, é difícil trocar a calmaria de um lago pelas ondas furiosas nas quais essas águas vieram habitar.
O telefone tocou, quando a ultima carta dizia que o pianista ao ler o jornal de poesia passou a sonhar com as mãos que tocavamm sozinhas, aquilo era exatamente o que ele queria. Pra que a vida? O coração não bate sem uma forte idéia e a cabeça apenas gira em torno de círculos, em rotação e translação. Você é a obra de arte que expressa exatamente a grandeza do que eu sinto, a soma exata de muitos e muitos dias, pensativo, deitado a beira de um precipício.
Eles mentem, enganam, fazem de tudo pra parecerem algo melhor, abrem a boca e percebem que de lá já não sai nenhuma voz. Não respiram o mesmo ar, conhecem os números, mas nunca aprenderam a contar, somam apenas as subtrações, multiplicam todas as inoportunas divisões. Eles que mentem pro espelho, que vieram ao mundo pra serem escravos como um grande rebanho de ovelhas. Ou um enxame de abelhas, temem a morte, pois á muito tempo já residem dentro dela. Trocam o conhecimento por algumas notas de dinheiro. A grama verde por uma montanha de esterco.
Á essa hora, algumas prostitutas rezam para algumas freiras que se tocam, mas não se acham. Se eu não estivesse aqui, talvez não estaria em lugar nenhum. Talvez olhasse para o céu, te esperaria dentro de uma mala, jogado na portaria de algum hotel. Algumas mulheres, e muitos homens se banham com lágrimas, porque as confundem com água, por isso não fazem nada, apenas sentam e choram, comem, bebem e não arrotam. No intervalo da novela, as pessoas se olham, mas não se conhecem, assim como se beijam, mas logo se esquecem. O pianista, ainda sem os dedos, começou então a sozinho compor as mais incríveis canções, na sua mente, pensando em todas as outras mãos que de alguma forma o faziam lembrar-se das suas.
Deus, que me acompanhaste neste longo dia, preciso dizer que meu espírito desmaiou no sofá, assim que sentou se pra esperar que logo pela manhã apareça por aqui um novo jornal de poesia. Vê se pode ninguém reparar que o mais valioso quadro do mundo saiu da parede e foi parar no teu sorriso, e como em um instante me contaram que ele foi pro céu e assim inventou se o sol, se ás seis da manhã ilumina a vida assim que sai de seu esconderijo. E quem há de se esconder dele? Quem iria se perder no meio de uma nuvem? Fugindo de cada chuva, continuando a morrer de sede!
Eu sei que teve alguém que já se sentiu como um robô, alguém que desconhece a existência e a consciência da palavra valor. Valoriza o calendário, mas se esquece de conhecer os seus dias. Valoriza somente os dias que se encaixam em todos os calendários. E assim a vida vai morrendo. Milhares de dias vão se perdendo. O homem das cavernas revive em frente às televisões, e todos juntos assistimos a muitos de nós sermos jogados nos lixões. Inacreditavelmente estamos todos dentro disso. O pianista sem os dedos, nos apresenta maravilhosos festivais em sua imaginação, todas as vezes que acredita estar perto de encontrar outras novas mãos. E assim ele amanhece em frente a seu piano, de costas para o mundo, sabe que às sete horas chegará mais um jornal de poesia, seu único motivo pra existir dentro de mais este quase e breve lindo dia.



Vinicius Ribeiro

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Os Desmandamentos.


Não comerás grama
Não se banharás na lama
Pelo deserto no qual descalço ainda tu andas
Não me chame pra essa festa
Tudo isso até hoje tão pouco me interessa
Apenas o verde da poesia
As incríveis histórias jamais antes escritas.

Não trabalharás o dia inteiro
Não venderás o teu medo
O sinal de um certo desespero
Cruzando dois caminhos
Sem ainda saber o verdadeiro.
Apenas a cidade deserta
Os bolsos cheios de novidades e venturosas descobertas.

Não morrerás de fome em frente ao prato de comida
Não destruirás o seio de tua família
O mundo de hoje não é casa nem para o mendigo
Preso sem algemas, livre de todos os nossos dilemas
Um beijo na insanidade
Apenas o retrato da mais pura verdade
A filosofia que não se sente mais a vontade.

Não sofrerás mais que o necessário
Não morrerás ainda antes deixares o berçário
Faça dos livros de história o seu novo diário
Entre soldados e heróis, já sabes pelo que deve lutar
Muitos já o fizeram em seu lugar, então olhe;
Não chore, nem se desespere
Apenas grite antes que algo no teu peito congele.

Não viverás sozinho
Não acredite em verdades escritas em velhos pergaminhos
Assim verás que seu lugar é á frente de mais algumas revoluções
A divisão do fraco e do forte,
Do morto ileso e do vivo cheio de cortes
Pois desses cortes vieram á nova vida
E esse dia que nunca mais termina.



Vinicius Ribeiro.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Previsão do Tempo.



Esta noite, mais um passo no deserto, do nada á lugar nenhum. Não quero que minha lentidão atrapalhe o tráfego na cidade. Eu, o homem do espaço, de outro tempo, de algum lugar que eu mesmo faço. Mas nesse dia eu estava com eles, e todos dançavam porque havia uma festa. Lembro que eu me perguntava o que realmente interessava. Se o importante é o que importa, as coisas parecem sem nexo, ainda tão fora de uma lógica. Ora vida simples, me diga aonde você foi viver? Do pouco que eu me lembro ainda existia muito medo, alguns segredos e muitos prisioneiros.
Nunca fui encrenqueiro, porém a previsão do tempo me garantiu que seria um dia de sol. Solamente yo realmente acreditava nisso, porque troquei o guarda chuva por alguns sorrisos que vez ou outra a gente ainda usa.
Me recuso a falar da felicidade. Prefiro discorrer sobre o tráfego na cidade, talvez a previsão do tempo hoje nos traga alguma espécie de novidade. A displicência de tantos finais de semanas jogados fora, tem hora que da um nó garganta, no pescoço, no peito na lógica e na razão. Já não vivo nem morro em vão. Tudo o que eu tenho feito tem sido carregado de tão nobres intenções. Mas ainda é difícil andar sobre a areia movediça, caminhar pelo pântano onde a lama a cada passo me ameaça com uma nova armadilha. Pra mim nenhum lugar jamais será como a minha terra prometida.
Um terço de fé, num quarto escuro para o quinto individuo, com sexto sentido, misturando liberdade presa com seu sétimo destino. O deserto que me traz já se faz tão bipolar quanto a minha sorte, do frio ao calor, a previsão se engana ao desejar a neve nesse deserto, alguma certeza no que é tão delicado enquanto incerto.
A previsão do tempo que riu de novo quando olhou na minha cara, mostra nuvens carregadas de muitas chuvas na região que vai do nada á lugar algum. O homem do espaço que já não teme mais essa chuva na volta para a casa, me disse que é porque nós estamos e sempre estivemos sozinhos. Bêbados da noite, bêbados do dia. Adiamos o nosso discurso, em noites afim, de dias assim, do rio alteramos o curso, brindamos a vida. Em seguida vomitamos seu molde. De nada adianta estar vivo e ser o boneco do fantoche, se isso resolve, atravesse a rua, atropele os carros, tão caros, dizem valerem mais que algumas vidas, mas não a minha, quem diria!Estou vivendo uma vida, mesmo que com queimaduras e arranhões... Apague a luz, acenda o sol. Descanse na cruz, aumente o som.



Vinicius Ribeiro.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Homem em branco.


Acorda ás quatro da tarde só porque o sono acabou, senão, é possível que dormisse o resto do dia, deste e do resto de sua vida. Abre os olhos encarando sempre o mesmo teto, de certo, pensa que está morto, é certo que deste mundo ele preferia ter nascido em algum outro.
Enquanto desperta lutando por algum resto de sono, algum plano que ainda não caiu no completo abandono, ele ouve vozes da rua; conversas, buzinas, pessoas ou cachorros latindo. E logo lhe vem à cabeça o medo de tudo aquilo. De estar sozinho em meio a uma guerra já previamente perdida. Quem sabe o que pode acontecer enquanto caminho em direção ao banheiro. Alguém me diz algo sobre minha vida e todo o seu roteiro, porque pra mim parece estar totalmente em branco. Não sei onde estivesse ontem, tão pouco aonde irei amanhã. Não aprendi onde moram as pessoas, onde criam seus cachorros, onde morrem pedindo socorro.
Ele para, mas o relógio continua, o situa no meio do dia. Não há mais sol na hora do almoço, nem mesmo almoço nessa hora em que deveria brilhar o sol, lá, si, dó. Seguiu alguns mesmos passos de ontem, pra chegar a algum lugar amanhã, porque hoje simplesmente não existe. Hoje não há vitória em que ele acredite.
Porque as pessoas não param pra conversar? Sentadas em algum lugar, se conhecendo e vendo um pouco do fantasioso tempo passar, acompanharem juntas o mundo girar. Porque outro sono não chega? O que é tão ruim que não me deixa perder todo esse meu medo.
Um passo atrás do outro, e pensa que nesta vida ele mesmo viveu tão pouco. Um desperdício de saúde, de idéias e coleções de arrependimentos. Parece que ontem ele estava em uma festa, conheceu algumas mulheres, e fingia por horas ser algo que ele mesmo não era, mas também pra ele nenhuma delas estava sendo realmente sincera.
Ha uma semana estava em um velório, chorava porque via que estava mais morto que o defunto, mais sozinho que a viúva, mais molhado que toda aquela chuva. Mas ele chorava porque naquele momento, aquilo era a vida dele, o parágrafo de seu roteiro, escrito de ultima hora pra preencher o tempo que sempre sobra. Algo que está pra chegar, mas que ainda demora.
O que as pessoas pensam quando estão sozinhas? Quando passam em frente á uma igreja, quando o trem se aproxima e mesmo assim se atrevem a cruzar a sua linha?
Atravessar a rua pode demorar minutos, mas pra ter um pensamento e mudar o mundo é questão de apenas um segundo. As pessoas gritam mais do que os carros buzinam e ele hoje queria apenas algo diferente, se esquecer um pouco de tudo, do mundo, esse imenso hospital e sua população cada vez mais doente, de epidemia recorrente, contagiosa, viciosa, infecciosa. Compartilhamos as doenças, mas já te negamos até mesmo o pão, o bom dia, uma oração feita á sua família. Quem diria que gastaríamos madrugadas inventando finais felizes, pra amenizar a dor, seu cansaço, maquiar as tuas cicatrizes.
Quem acredita em dias em que se bebe água apenas para acompanhar o calmante? Ele agora descansa sentado na beira de um lago, um lago que não existe, uma poça gigante de chuva, criada no meio da rua, resultado de uma das ultimas e passageiras grandes chuvas. E nessa hora então ele observa como as crianças discutem e brigam, nem choram apenas se vingam. Ele pensa, que se fora criança outra vez, criaria brincadeiras de verdade, crianças felizes pelo menos nessa idade.
Foi nesse contexto que ele não viu o sol se pôr, mas algo lhe dizia que ali a noite já havia chegado. Talvez pelo frio e pelo escuro ou pelas luzes acesas, avenidas, ônibus e corredores lotados, jovens bêbados e drogados.
É quase certo que todos que pisam numa ponte, pretendem chegar ao outro lado. Resistindo a vontade de pular. Se um dia você vai morrer, porque não agora? Já sentiste vontade de voar?
Então sobre a ponte ele olha pro céu e vê os carros passarem junto com a música das nuvens, nas estrelas verdes, vermelhas e amarelas, como semáforos. Respeite á vida, controle seus pensamentos, de um jeito em todos esses ferimentos. A cada acorde a música parece ficar mais alta em sua cabeça. Sentado em um bar, só para tomar um ar, ou alguma dose de álcool, diesel ou gasolina. Imagina se ele fosse se levar a serio, procurar te conhecer e desvendar os seus mistérios, não há manicômio que de jeito, nem predicado que explique esse sujeito. Ele que já foi padre e assassino, esposa e marido. Só pensa em ir pra cama e dormir. Esquecer que essa página, com todas essas letras, fora a narrativa de apenas mais um dia, de mentira, mas que explica muita coisa, da vida dele, da sua e da minha.



Vinicius Ribeiro.

domingo, 12 de julho de 2009

Desinvenção das Convenções.



Todas as convenções foram pro espaço. Casaram, hoje moram em um castelo e são felizes para sempre. Não precisam mais da vida, se convêm maquiar a realidade, a nossa idade, eu rasgo a identidade e você pensa em uma nova imagem, outra cara e coragem. Modifica essa impressão digital. Eu era o tal que bebia coca cola e ainda sabia como falar do tempo, em férias permanentes, nessa busca incoerente. Eu gosto do que não existe e do que insiste em viver dentro de mim, se alimentando das vísceras de alguns dias, conhecendo algumas e muitas verdades despercebidas.
Realidade estremecida, imperfeita como a arte, Venus e Marte, do alto da escada o amor vence a guerra, aquarela, o céu é a tua tela. Roda e roda durante o almoço de domingo. Quarto escuro, abra um livro, pinga a goteira, escorre toda a parede, nessa enchente, pela primeira vez te mostro minhas idéias, nuas e cruas, minhas e tuas. Ruas, estradas, adeuses, trilhos de trem, aviões que caem e ninguém vê.
Talvez eu seja você, as sobras de tuas qualidades, a vaidade que mente a nossa idade, se casa aos 50 anos, quem aos 15 já morria com derrame, um vexame pra família, tão perdida fingia que não conhecia, aquela dor não era minha. Alguma cor pintaram, mas não foi com tinta.
Eu sabia o que era a vida, dias de vinte e algumas horas, sonhos que com manteiga, comíamos junto com o pão, ou não! Deixava - os no travesseiro, do avesso, guardava - os com Deus, todos esses sonhos meus. Já deu, 04:51 da madrugada, nem ela mais está sã do outro lado. Só quer viver, até poder te conhecer, na música das janelas que se abrem, dos recados nunca antes postados, apresentados, aos senhores aposentados, as vitrolas enferrujadas, ainda tocam músicas pra todo espelho que reflete a madrugada.
Como você diz você faz, entre alguns assassinatos encontra alguma paz. A paz nosso artigo de luxo, nosso prefixo mudo, a bandeira branca com manchas escuras, a herdeira que canta tão santa e madura. A boca não diz mais o que os ouvidos ouvem. Houve um sentimento que viram tornar se lenda. Sobre cafés e cigarros, durmo a seu lado para assistir TV, sonhar mais rápido, continuar acordado. Cigarros e café, a verdade chega sempre atardezinha, nas cidadezinhas que habitam dentro de você, residem aí sem
ninguém perceber.
Entre os rios, lagos, barcos, carros, oceano de gente, pessoas que falam, mas não dizem, escutam, mas não vivem. O tempo não para, não passa, rápido até demais. O que eu sou neste mundo, dentro de outros mundos, surdos, mudos, cegos e burros. Atenda ao telefone, que sou eu, trazendo boas noticias. Sejam fortes, as férias estão chegando. Antes de você morrer compreenderá toda essa vida, a roda gigante, os pássaros e elefantes, prateleiras e estantes, prostitutas e gestantes.
Seja forte o bastante, pra dizer o inicio e todo restante. Se você para de escrever porque a folha acaba, esquece de viver quando toda falsa alegria lhe escapa.



Vinicius Ribeiro.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Asilo.



De real agora é só o que espero. Espero realmente que o tempo não passe. Não serei o último a apagar a luz desta festa. O real morreu o dia que me encontrei dentro de mim, comecei a nos desenhar a partir de novas arestas. Estas que nos guiaram por diversas formas individuais, espirituais, experimentais, já tão anti convencionais...

A árvore buscou refugio na folha
O sol descansou em sua própria sombra
E a sombra voltou pra dentro de nós
Em todos esses dias de chuva
Se inclua nos sonhos deste mundo
Foi difícil ver tudo aquilo
E não buscar refugio em minhas próprias mãos
Cozinhar o tempo
Desligar o relógio e todo o seu sermão.
Só os pecadores se aproximaram de Deus
O seu ouro a sua prata até então
A sepultura de toda alma e inteligência morta
Tão mórbida razão,
que dispensou a emoção
Se emocionava com os pássaros sem asa
Lá em casa, desenhavam estrelas nas paredes que ardiam em brasa
Esquentavam o sol, pegavam peixes sem anzol
Haja paciência
Pra entender toda essa violência
Transformou a nudez em indecência
A criação divina em ciência.
A evolução humana em decadência.



Vinicius Ribeiro.

domingo, 21 de junho de 2009

Lá fora a essa hora.



Por hora eu não sou nem a sombra que o relógio projetara em mim.
Lá fora as repetições giram juntamente com a vitrola
Sem estrelas no céu
Lá fora
Nem o novo, ou um retorno, um ensaio
me encaminham pra vitória
e quanto a você,
só peço que me espere
Lá fora a essa hora
eis que chove pela metade
Forte e com vontade
Mas se eu vivo e aprendo
Insisto e me arrependo
Essa hora desconheço todo mundo
Não conheço a mim mesmo
Este jovem velho oriundo
E La fora
Ou aqui dentro
mesmo parecendo inteiro
Minha metade ainda te espera
Enquanto olho para o relógio
com todos esses ponteiros.



Vinicius Ribeiro.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A Última Hora.



A última hora passou porque a deixar passar.
Porque pensava no milagre da flor que nasce
no jardim que joguei a semente
e jamais esqueci.
Mesmo antes que me lembrasse
Enfim,
a última hora que foi pra mim
e pra você
pensei muito nesta hora.
Esta hora que volta amanhã,
será de novo pra você

E a próxima também ...



Vinicius Ribeiro.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Um dia sem as horas.



Eu sei que o dia tem 24 horas, ora, antes tivessem cem, mil, um milhão, a questão é acordar já pensando no fim do dia,eu preferia acordar as três da tarde,encontrar a tua estátua passeando por todas as ruas da cidade, de verdade, não da pra levantar da cama, só reclama como as vezes algumas coisas demoram, lá fora parece que cresce um pé de feijão,em cima da terra, em frente a torneira do lado do portão, as nuvens do céu as vezes não chovem só para abrirem uma exceção.
Agora é serio, poderia ser amanhã atarde, quem sabe eu seja o covarde, dessa história, queria calar o relógio pra não me lembrar quanto você demora, agora e sempre, nem sempre agora, mas a qualquer hora, sempre acontece lá fora.



Vinicius Ribeiro.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Poesia da vida cotidiana.



Esse minuto que suspira
Me inspira quando completa a coleção das horas
Lá fora com certeza a vida continua ainda mais morta
Como os dias que não se suportam
A bagagem que fica parada na estrada
Quando ninguém mais a transporta
E capota quando rola na cama
Se purifica
quando engole do chão toda essa lama
Aperfeiçoa se no estrago
Cospe na cara,
pra dar só mais um trago
E amanhece hoje o cerébro
Ainda um pouco mais vago
Com um milhão e meio de nós na cabeça
que derrete e gruda no meio do asfalto.

Liga o chuveiro
O dia inteiro
E gota, gota, gota
Pinga e não me molha
Porque eu não existo
ela não me olha
assim o tempo passa
Ainda mais depressa que as horas.

Corre a água dentro de todos esses copos
O meio dia é o que move o sangue
Dentro e fora de todos esses corpos
Mortos?
Duvido que não.
Sonâmbulos,
como no fim da noite
do último dia do verão.



Vinicius Ribeiro.

domingo, 7 de junho de 2009

Pouco.


O pequeno copo d’água já não mata mais a sede
Vede como seca a minha boca
Quando pensa na garganta
Se garanta e não desista
Quem levanta e não revida
Não cai quem se equilibra sobre a vida
Esquece o copo,pois conhece a fonte
Amanhece e some em frente a linha do horizonte.



Vinicius Ribeiro.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A Estrada.



O primeiro grande ato da vida,
começa na estrada.
A liberdade que tornou se a escada.
Pra chegar ao topo
todos os dias antes de dormir abraçado á madrugada.

Longos caminhos. relógios adormecidos,
trocaram o passado
por mais alguns sonhos realizados.
O terno e a gravata
pela canção tema desta estrada.

Cada um de algum modo está indo
de algum jeito ainda perdido
as vezes voltando
já conhece bem essa estrada
não comete primários enganos.

Sábios ou insanos
estes pensamentos são bem mais que meus amigos.
A religião que eu acredito.
Pra relaxar a cabeça,tocar o infinito
só caibo nisso e assim é que eu existo.

Embaixo disto é que eu assino.



Vinicius Ribeiro.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mais um gole.


E lá estava eu de novo a beber
Do vinho que certamente você não vai conhecer
Pra saber o gosto do que eu penso esta noite
Do abraço que alivia o açoite
Em frente à parede
Os cartazes de toda comunicação visual
Minha impressão digital
É o que sinto por você
Ser humano animal
Magistral!
Agora é possível que você me reconheça
Sentado na sarjeta
É mais fácil dormir do que contar as estrelas
Estalaram se os dedos
Me contaram que nunca houve uma tristeza
Nesse cenário de intrigante e estúpida beleza
Enquanto dormem eu bebo mais um gole
Pois quem me escolhe é toda essa alegria
E mesmo que eu fosse o dono de tudo que ela imagina
Ainda assim aqui eu dormiria
Porque sei que amanhã cedo
Certamente seria ela quem me acordaria.



Vinicius Ribeiro.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Êxtase.



De noite o mar é frio e antes do sol nascer as ondas passeiam, se encontram pra fazerem o oceano,no entanto era dentro dele que eu descansava,continuava me embriagando.Só respirava as águas,e naquele momento era tudo que eu tinha,o azul do claro pro escuro,a luz da lua fazia do mar o seu mais forte aliado ,abrigo e na batalha o seu escudo e sua salva garantia.Com valentia , no fundo, no teto ou no céu, os peixes eram as estrelas e as nuvens ainda eram como as ondas formando um coral, afinavam todo o cenário, naquela ocasião o inicio das primeiras notas da nossa melhor, mais bela e inspirada canção.
Porque o mar se abria eu afundava, em meio ao azul, respirava a noite ainda mais convincente se fazendo presente no meio deste mar. Ei de me sentir de todo confiante, dentro dele pra mim haviam separado um misterioso lugar, deslizando pelo azul infinito, esquecendo-me de tudo aquilo que já não sinto. Sinto muito pelo fim de tudo. Sinto tudo pelo fim de muito, do conhecimento que ficou esquecido lá trás, por de trás dos valores que evoluíam este povo. Naquele instante o mundo continuava a nascer de novo, achado no azul do mar, mesmo que perdido eu buscava a direção e algum equilíbrio, através da lua que chega e se insinua nos feixes de luz que passeiam pelas águas e com inteligência sempre descobrem essa metáfora recheada com um tom de nostalgia.
Eu só afundava, devagar o oceano me navegava, não lembrava mais do mundo, e o fundo do mar era só a escuridão macia, alguma outra fonte de luz ,o inicio de toda a venturosa energia.E junto com esta canção, o sol me avisava que já pensava em nascer,queria sentir o meu comparecer ,pra de novo as sete da noite não ter mais que nos esquecer nem tão pouco desistir de nos entender.Porque hoje chove dentro de mim, inunda a vida quando caem pelos olhos através destas mesmas lágrimas.E se o sol me chama eu subo até a superfície do mar,secando me aos poucos ao passo que saio da água o sol se ergue no céu,se desafoga por detrás das montanhas, seca com o vapor alegre do mar que ás seis da manhã todos os dias ainda amigavelmente vem o cumprimentar.
Tranqüilo em solo firme, matei a minha cede com as areias que formam redemoinhos, tão logo já percebia que no céu surgiam as primeiras nuvens desse nosso dia,que como setas me indicavam o caminho, até a entrada da montanha, tacanha porque as fases da vida nunca deixam de acontecer, mesmo que cansado, de fato o poeta um dia se canse de escrever.
O que meus olhos puderam ver eram duas fileiras de pessoas, umas boas e atoas,outras amargas e escassas.Enquanto uns aplaudiam outras me reprimiam,ainda cuspiam,mas a verdade é que pra mim tão pouco elas existiam, porque ainda naquele minuto ouviria soar o apito do trem que vem e não para, apita porque não fala.Tão melhor fosse ter permanecido no trilho,morrer com um pouco mais de brilho,mas como vêem preferir correr,sobreviver porque estava nu em pêlo, acordado mas dormindo dentro de um grande pesadelo.
Foi quando em minha frente descobri uma sala que dentro dela continham todas as cores do mundo, pinturas de tamanha beleza que nos remetiam ao absurdo. E nesse dilúvio decidi as cores que exterminariam a nudez da minha alma, a vergonha cinza que até aqui nos dominava. Pois se existia o azul, uma hora o céu deixaria de ser tão cinza, assim como o amarelo secaria as lágrimas de quem ansioso esperava pelo novo dia.
Antes de sair da montanha pude aos poucos me misturar aos desenhos na parede,que profetizavam quando contavam seus milhares de segredos.Eram tantas histórias sobre o amor,por todo o corredor daquela caverna, era o sentimento que tomava o rumo da nova direção,me guiava até a verdadeira luz que ainda mais forte me colocaria pra fora de toda aquela situação,e por fim me faria completar essa mistica missão.Mais sábio,mais raro, mais vivo e nunca mais perdido. Com os sonhos todos em meus braços,voltei a engatinhar como quem sabe que em breve estará a correr. Bem mais que o vento, de todo esse tempo, com o nosso sopro moveremos o mundo,revolucionaremos tudo e tudo será exatamente como o amor.Como você me ensinou...



Não demorou muito
para a noite converter se em dia.
Substituindo o escuro da parede
pelo mais nobre tom
que reflete todas as cores enquanto brilha.

Por entre brancas cortinas
Entoava a doce canção que nunca desafina.
E a porta me revelava através do horizonte
a melhor visão por todos nós já obtida.

Era como uma nova vida
por isso logo estava eu a andar pelos campos.
A grama verde poetizava
tão eloquente quanto a paisagem me fascinava,
como uma pintura,
a vida desenhou se por si própria
ao formar neste quadro a sua própria moldura.

Pelo chão,pedaços de madeiras jogados
ao meu lado, tornavam se flores.
Todo cenário se enchia,
Os pássaros antes presos
Já voam livres e tornavam se cantores.

Por fim
no meu peito a paz só confirmava
E com meu sorriso
toda a existência demonstrava
Que valeu a pena acreditar
Em todos os meus valores
que no coração sempre guardei
junto a todos os meus grandes amores.



Vinicius Ribeiro.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Lembranças do Circo.



Luzes, Fogo, leões, cores e tintas.
O espetáculo começa ainda por de trás da imensa cortina
E quando soam os tambores
Vemos Flores em todos os refletores

Logo descobrirá que agora são os quadros que escolhem os seus pintores.



Mas qual o segredo por de trás dessas cortinas? O que acontece quando vai embora toda a luz do nosso dia?



Antes de nascer ensaiamos a vida, nas ultimas madrugadas preparamos um novo dia e a tarde ansiamos por uma noite nostálgica, a grande noite de todo nosso espetáculo. Mas não sabia ainda escolher as cores que pintavam o novo dia. Então eu ria dos palhaços, e eles riam da tristeza que nos traziam aos baldes, transbordantes de lagrimas das nuvens que os tolos insistiam em as chamarem de chuva.
De gota em gota pingou toda a água do mundo, de boca em boca conhecemos todos os segredos mais obscuros, porque pintava a vida com cores que só ele conhecia e porque as via com o cérebro ao invés dos olhos, um mistério que construímos com cada um desses tijolos. E quando criança chorava porque sempre havia uma tristeza no meio da alegria assim como pintava de preto todas as cores que ele via.
Ele que nasceu em meio aos animais, como quem trás a vida no primeiro grito, pedindo pra voltar pra dentro da barriga e de lá não sair nunca mais. Porque a vida não era aqui fora, mesmo que fosse talvez ele não estivesse preparado àquela hora, pois parece que já nascemos morrendo e morremos pra quem sabe nascer de novo, cada criatura que sai de dentro do seu ovo e morre sozinho esquecido no meio do povo.
Trancado dentro do quarto era que mergulhava dentro daqueles antigos quadros, e as quatro era que adentrava dentro das pinturas dos rios e dos lagos. Com leões e elefantes, neste instante deixava a tristeza e o medo irem embora com as águas, porque o verde das arvores era pintado com a vontade de engrandecer a arte, agradecer a sorte por achar o pote no fim do arco Iris, ao descobrir que tinha em suas mãos todos os sonhos possíveis, e todos os sonhos de paz, que acabaram ficando para trás, acabaram sofrendo demais ao se verem anoitecer em meio ao vendaval, buscando refugio em algum outro mundo porque de nada mais adiantaria ele tentar ser igual.
Era só uma criança, mas diziam que sangrava como adulto, que sonhava como um difundo á imaginar onde se encontrara perdidas todas as outras vidas, o lado do mar onde apenas habitassem as águas mais tranqüilas. Em sigilo ensaiou seu espetáculo, desarrumou todo o antigo cenário e fez das palavras sua amiga e aliada.
Foi quando se lembrou que havia lido no jornal que Jesus Cristo ressuscitara ainda ontem, se levantou e foi pro céu em frente a todos os grandes montes. Por isso respirei e me senti melhor, abri uma garrafa de água, brindei com alguns ratos e com todos dividi o meu jantar. Não adiantava simplesmente estar lá sem fazer ninguém rir ou chorar, se emocionar. Dar o suor e o sangue, realizar suas fantasias com um toque de magia e de ilusionismo. As arvores cresciam até alcançarem o céu, e escorregarem sorrindo pelo arco Iris, de lá ouviam as vozes que anunciavam o maior espetáculo da terra, palhaços, malabarismos, acrobacias, vinham transformar a mágica da vida, o lado sorridente da inocência desconhecida, encontraram se todos nessa viagem que todos os dias acontecia. O olho fez o sol brilhar até a meia noite, porque de dia amolavam as facas para acertarem direto no alvo, estarem a salvo e receberem os nossos aplausos.
Do alto, o medo é o que nos mantinha de pé, voando baixo e sonhando mais alto, entre as cores e plumas, ressuscitando até os mortos das covas mais profundas. Não me lembro ao certo se havia mais lagrimas ou risos, mais abraços que avisos,de improviso ele começou a pensar em ser feliz, ,juntou se a platéia e sorria pois pensara no amor e decidiu ir procura lo seja onde for.
No ápice do show só via as cores, as luzes, os novos quadros e suas tintas, nas pinturas que criavam belos movimentos e se moviam. Tudo aquilo era a vida, era a magia de deixar de engatinhar e ir conquistar o seu lugar no mundo.
Fatalmente uma hora a lona desse circo se incendiará e o fogo se transformará em pó, nascerá em ti a fênix,e voarás em fogo cada vez mais alto, espalharás tuas chamas pelo céu e ainda antes das cortinas se fecharem,certamente receberás o teu troféu.



Vinicius Ribeiro.







 

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Retorno de um Místico.



Repensar o caminho é o primeiro passo, quando o primeiro passo se faz a metade do caminho.



Perder a cabeça á pensar com o coração, escolher outra mesa, cortar a cabeça, ser o rei da natureza. Por ele, pensava com a cabeça, dobrava o joelho, doava o coração,pois já estava morto,mas morto e contente, era a semente de uma próxima encarnação.De joelhos atravessou do oceano ao deserto com sua língua sedenta correndo do chão, as paredes e o teto.O seu calor transformou a ferida em combustão, explodiu a sala, sentado em cadeiras, congelando a lareira,violentando suas idéias, do pátio ao portão,descansando na sombra colorida de um portão.
Me esperava no porão, mas o sol morrera ainda antes das três da tarde. Os novos príncipes anunciaram o banquete e ao ponto serviram as virgens em velhas bandejas douradas.Os brancos dentes dos olhos as devoravam pela metade,mesmo sem tempero as engoliam com vontade.
Não morre porque não vive se banha porque a água é a vida. As quatro da tarde toma o chá, e a cafeína é o segredo que ele escondia, enterrado junto ao passado, joga no abismo tudo o que nunca deveria ter existido, todos que um dia covardemente haviam lhe agredido.Em sua cabeça ele os mata para assim já terem o seu fim tão bem mais que merecido.
Mãe! Me explica essa situação,porque ainda há manchas de sangue pelo chão.No período do Circo das emoções,guardei as chaves entre os meus pulmões para no futuro escapar e procurar o amor,recém nascido ainda pálido e desconhecido.Nasce que chora e se esquela,morre porque se cansa e não espera, bebe o leite dos seios da madrugada,encoraja o leão preso no corpo de uma donzela.No circo os palhaços matavam os sentimentos, pintavam seus quadros, entre o céu e a terra destruíram as raízes de suas novas, velhas e estúpidas idéias.
Saiba que a pedra sou eu, que brilha na chuva,morre no deserto pra não dizer a verdade,cala e consente,fala mas não sente,engana toda essa gente.Fez o sexo construir o mundo,destruir o amor, voltar ao sexo pra se recompor.
Aos baldes bebi a água da chuva, que vieram das nuvens de dentro de nós,feito nó na garganta por você que assassinou o tempo , a música, a religião, a política e a poesia, os 12 apóstolos se reúnem, acendem a fogueira e ainda cantam de alegria.Renascem das cinzas, e se cinza na cor, cinzas aonde for.No caminho que o feriu com essas rosas secou o sangue que molhou a terra e fez nascer nos fracos a inveja.Ainda teve uma hora que estes preparavam a sua cova,o empurraram,e o fizeram sentir o peso de estar vivo entre os peixes mortos que nadam dentro das xícaras de leite já aquecidas e esquecidas pelo deserto.De certo não percebiam que não havia mais o tempo,que o relógio só funcionava em segredo, com os padres nos confessionários entre todos os pecados nunca antes confessados.
Condenado estava a anoitecer pela jornada, com suas duvidas construir uma muralha, ainda sobre ela repousar, sentindo de novo a solidão lhe comparar,tão de perto lhe acompanhar e adormecer ao calor da lua no cio, que geme e sussurra pelo sol. Este em um breve instante se aproxima e suavemente a penetra com seus raios.Via lentamente o mesmo sol que se encostava naquela lua e essa explodia de prazer ao anoitecer unindo se ao sol.Como o gozo da vida tornaram se um só, dando a luz a um novo céu, ejaculando uma chuva de prata, exata para banhar todos os apaixonados. Enquanto ele dormia mas ainda sem ninguém a seu lado.
As três da manhã amanhecia para vida, entrava pelo espelho, a cada dia mais ele se conhecia. Buscava algo maior e continuava a engatinhar pelo deserto. Entre mortos continuar vivo era quase uma novela. Todos os dias adormecia ao meio dia, se distanciando da rotina, ele meditava entre todos as pirâmides egípcias,pra falar com Deus, pra enxergar os olhos teus,escorrendo sangue da visão errada, pela mentira escancarada,de toda nobreza desperdiçada.
Três mais quatro pássaros refletiam no lago seco, alguns estranhos atos não acordaram hoje cedo. Cedo demais pra se cansar pelo caminho, tarde demais para voltar pro antigo ninho e seu castelo agora era de areia, sua razão tão solida quanto nas arvores a madeira. Procurava algo superior, uma luz pra poder se recompor, lhe acompanhar aonde for e no inverno lhe garantir um pouco de luz e de calor.Se reconcilia com o universo, pra se aproximar de Deus, continua a caminhar pelo deserto,conhece a vida mais de perto, agradece a ela por estar rumo ao lugar certo.
Cada passo era o primeiro, do caminho inteiro, da experiência mística de encontrar o divino, bem mais que um abrigo, seu verdadeiro ponto de equilíbrio.



Vinicius Ribeiro.

sábado, 28 de março de 2009

Á Luz de Velas.



Com a luz apagastes tuas trevas
tirastes o conceito,
que tu levas desta guerra.
Pois se apagas dela esta luz
o caminho até a verdade será a tua cruz.

Oculta o teu conceito,
pra seres sempre o primeiro.
Que bate o dedo e acende a luz,
cria o conceito que te seduz.
Pois cai no chão e não se quebra.
Claro e aceso com a luz vaidosa de uma vela

Cresce no conceito que explica a matéria.
Cai no mar, mas não se congela.
Diz adeus pois no conceito da água
a vida não foi feita para ser amarga.
E amarga no preceito das correntes
se estraga bem no peito da serpente
que jamais voltará a enganar estes bravos sobreviventes.



Vinicius Ribeiro.





 

sábado, 21 de março de 2009

Só poesia.



A vida era só poesia.
Se ela renascia toda tarde
sentado no banco
eu era o colorido do preto e branco.

Acordar fazia se uma festa
de sorrir pra todo mundo que me olhasse.
Se o cheiro do café, até aqui vier.
Ainda que mesmo assim deitado,se já acordado eu estiver.

Pensar de novo em ir embora para longe.
Tão nobre o espírito de um monge.
A Desvencilhar - se de tudo em meio às palavras.
De anoitecer me mudo no meio da estrada.

Ao passo que se faz a tranqüilidade serena.
Se for tão absoluta enquanto plena.
Pois sei que bebi toda a Luz da noite
Até fazer nascer o sol dentro de mim.

Afim de maltratar o medo
entre suas emoções aborrecidas.
Me esparramar por entre todos esses dias.
Descobrir cada nobre sensação anoitecida

É claro que tem dias
em que pinto todas as paredes de cinza.
Tiro o teto lá de cima
e faço toda nuvem virar fumaça e neblina.

Porque meu navio ainda se orienta pelo mesmo farol.
Tão logo me sento e tomo um chá com algum outro por do sol.
Mas no fim eu me aposento,
se agora eu já entendo, que nunca houve lua para um girassol.



Vinicius Ribeiro.

sábado, 14 de março de 2009

A noite mais escura.



A noite mais escura, na minha vida ela insiste, me perturba, ainda perdura. E quem acordar por ultimo acenda a luz, porque a escuridão que vem de fora,já chega e demora, senta e me amola,pinga no teto, me finjo de morto e a ela eu não dou bola.
Porque alguns sonhos fugiram com a tempestade, romperam algum silêncio e levaram a ultima gota de lucidez e claridade. Com sinceridade me reduzi a pó. E quem acordar primeiro se lembre de esquentar o fogo, porque neste jogo eu adormeci pra não morrer, assim como deixei o frio me derreter.
Ai de quem pensou poder compreender o sentido da vida, perdeu se em meio a grama do jardim que crescia enquanto dormia, abraçado a nossos sonhos assim como quando ainda existiam.
Eu só lamento não ter guardado a luz do sol, pra clarear esta noite que a escuridão ainda passeia, assim como hoje me quebrou ao meio.
Eu que já morri tantas vezes, não me cansaria de ressuscitar, se fosse pra não morrer nunca mais. Mas são tantas vidas, tanta gente perdida, que em um hora dessas decidi me juntar a elas e tentar encontrar uma nova luz. Talvez dentro de mim, ou logo morrer pra não precisar mais sofrer. Pular dessa ponte e voar uma única vez, pela ultima vez.
Eu que o dia inteiro, olho fixamente para os ponteiros. Acabou o meu café e ainda tenho a noite inteira pra rolar pelo chão, até cair de canseira. A cadeira faz meu corpo sentir o frio, visceral, quase doentio. Mas só penso em sair daqui, quem acordar essa noite, se lembre de que eu só quero dormir, desisti de organizar meus pensamentos, mas estarei aqui misturado, enterrado, vivo, em amargura, ferido e cego, sangrando em meio à noite mais escura. Assim como todo doente procura a sua cura.



Vinicius Ribeiro.

sábado, 7 de março de 2009

As costas que carregavam o mundo.



Enquanto carregava o mundo em minhas costas,
como resposta,todas as águas do oceano
escorriam pelo meu ombro direito,
prosseguiam como um leito
por toda as minhas costas,
que carregavam o mundo inteiro.
E minha coluna do meio, percebia
o quanto a água do mar que lhe escorria
se fazia tão fria quanto liquida,
tão esquia quanto tímida.

Em meus ouvidos,
podia se ouvir o grito de toda uma multidão.
O desespero de cada um que nesta hora
era engolido pelo chão.
Ao meu ombro esquerdo,
já percebia que faltava o ar entre os dois pulmões.
A poluição se misturava com as águas
sujas e perigosas
ao correrem por minhas costas
puras e milagrosas.

Eu, com minhas costas, carregava o mundo.
E mudo, tirava forças do futuro
Aproveitando os tijolos que estavam para fora do muro
Bebia o solo da força da terra.
Em meio aos leões tornei me uma fera.
Agora, só a vida já não me basta
A felicidade é só daquele que acha
A maneira exata de derrubar todas essas muralhas.
Jogar o mundo pro alto.
Descansar as suas costas.



Vinicius Ribeiro.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Haja Paz.



Pensamentos jogados, compartilhados entre os espaços sobre postos. Sob impostos, o impostor vive sem a paz e a liberdade, se o que te destrói é o que te assusta de verdade. Feche os olhos, caia de cara na madrugada, alugada a sua vida nunca foi tua. Apenas se insinua, pelas ruas, perante a sua cara. Mascara o voto de silêncio. Em silêncio, hoje a música que toca são as batidas do seu coração, nunca sabe se esta vivo ou se está morto, em casa, fechado, trancado dentro desta tua solidão. E agora todas as minhas últimas palavras transformei em uma única oração.
Entre a regra e a exceção,todo homem que cresce, cresce e vai pra guerra seja ela pelo amor ou pela paz, por amar em paz. Paz! O que mais interessa a nós?Se vós transformastes toda a força em amor, tua guerra será em paz e os bombardeios serão de ideais, soluções ao invés dos milhares de canhões. Os batalhões derramarão lágrimas, suor pela vitória, nesta hora, tão melhor que todas as mortes,no instante em que se banham misturados,encontrados afogados nus em oceanos de sangue.
Semelhante a todos os nossos heróis, um guerreiro nunca foge a batalha,encara,escancara todos os seus medos, de voar ou de por um minuto se sentir em paz. Atrás de cada página se faz o dia de quem escreve a história.
A vitória é a senhora da guerra, mas não se enterra com os seus mortos. Entre os mortos os feridos ainda se sentem vivos, espalhados pelo chão, os sonhos se reconstroem no instante em que suas feridas aparentemente já não tanto lhe doem.
Corroem aquele que só viveu a paz e o amor, hoje tão opostos só conhecemos a morte e a dor, o caos e o terror, apenas as lágrima e o horror. O calor não era do sol, em prol do dia que não se alia a guerra, pois era dessa o fogo que mais brilhava,tanto no céu, quanto no chão e até em baixo da terra. A guerra que começa no pensamento e cresce como o fermento da ambição, separa uma família inteira. A união que chora ao encontrar irmão destruindo irmão, sem perdão, dentro desta mórbida e descontrolada situação.
A visão reconhecia a bandeira branca com manchas de sangue, a paz suja,envergonhada com mentiras infames. Quando caímos ao engatilhar, paramos de caminhar, assim voltamos a engatinhar, com os joelhos feridos,de sentimentos partidos, nos arrastando por outros caminhos, direções entre todos os espaços perdidos, um futuro desconhecido, de mãos dadas chorando calados, sentados à beira do abismo.
Jogados ao precipício, á frente os trens agonizavam ainda parados em cima dos seus trilhos. As águas só faziam refletir a fogo que queimava e machucava todas as outras águas que moravam dentro dos seus rios.E cada cruz o conduz a enxergar que eram elas as flores plantadas por todo aquele chão, e a luz era escuridão que iluminava os mortos espalhados entre toda a multidão. Tão inocentes agora se encontram ausentes de suas vidas aparentes, resumidas, enterradas como sementes a sete palmos dentro de um caixão.
E a solução um dia ainda há de aparecer. Se entender pra evoluir e crescer, fazer todo tipo de guerra acabar e morrer. A guerra entre eu e você.A guerra que começa sozinha, até mesmo sem ninguém aqui perceber.A guerra de cada pensamento antes do dia acontecer.A guerra da vida pela vida, da vida pela paz.
Paz!
Alias, o que mais importa para todos nós?
Pela paz, construímos a nossa vida. Pela paz escrevemos um novo dia.
Amanhecemos a poesia!



Vinicius Ribeiro.







­

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Esta Noite.



No poste apaga se a ultima luz,de tão quente o frio violento, trazido pelo vento, conduz o meu lamento e transforma tudo em fumaça da noite.
Os últimos passos planejados são concebidos pela dança dos ponteiros e no cinzeiro descansa o cigarro, bizarro mistura o medo de viver com a vontade de crescer e transforma tudo em começo da noite.
A noite se enfeita encantadoramente para ficar bonita, de tão grande chega a se sentir infinita, se olha no espelho e se acha cada vez mais parecida com a vida. Duvida que o dia seja capaz de um dia se mover e nos trazer mais encantos do que ela, donzela porque ainda está no auge da noite.
A luz enfraquece, já não se esquece que jamais será como o sol e o lençol não tira os olhos de mim, acredita seriamente que certamente eu deveria me apressar em fechar os olhos para tão cedo hoje, simplesmente ir me deitar e dormir.
Definir a minha sombra na parede,isso a vela já fazia,derretia e proseava com a lua, como comadres compartilham amarguras e riam bêbadas até chegar o fim da noite.
A noite a cada dia apresenta um espetáculo, se curva ao receber os merecidos aplausos, de todos os quadros, que na parede observam o ambiente, se juntam com a gente ao deitarmos sobre as estrelas, que antes de dormir ensaiam uma prece, se carecem e todos se esmorecem,quando se partem ao meio,ao sentirem que já se encontram cheios de saudades desta noite.



Vinicius Ribeiro.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Á Shlomô שלמה.



O sábio convenceu se por fim
que aprendera a amar.
Sua voz gritava e ecoava
em diversos corredores;
No dia em que com palavras
abraçara sua amada.
Tão logo libertara se de todos os seus medos.
E cada silaba faziam se os dedos.
De certo venturosos,
tornavam se a extensão completa da pele,macia,
e traziam aquela velha magia
que até então,
de toda a nossa razão
vinha a ser totalmente desconhecida.



Vinicius Ribeiro.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Toda Luz.



Não se demore a abrir a cortina.
Apenas as distrações ainda permanecem na rotina.
Daqui se fosse preciso fugir;
Escaparia por todo o corredor.
Do jeito que eu sou,
estou pronto pra engolir o oceano.
Te levar a floresta,
pra que esta, conheça todos os teus encantos.
Oh minha bela,é tua luz que sai pela janela.
Se mistura com o azul do céu
e segue caindo em cachoeiras,
debaixo de seus cabelos.
Por inteiro, me apaixono pela vida.
E a vida se apaixona pelo nosso amor.
No calor do peito, quem acende a vela.
Pra ela, é tua luz que sai pela janela.
Ilumina cada estrela, quando emprestas
o brilho do seu olhar a cada uma delas.



Vinicius Ribeiro.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Caçadores de Nuvens.



Algumas pessoas olhavam para o céu e só viam as nuvens.
Outras iam além e viam nelas uma gota de esperança,
que dança pra quem espera estar protegido de todas as suas lembranças.
Os amigos olhavam através do vidro para verem o dia mais bonito.
E as crianças no alto viam cavalos em carrosséis;
Nuvens desenhadas com pinceis.
A viúva se propunha a pensar em como a vida era infinita.
De como mesmo sendo branca,no céu, cada nuvem parecia particularmente colorida.
E uma jovem senhora me dizia que era jovem pois vivia sem as horas.
Ora, que o tempo passava eu já sabia quando olhava para o céu algumas nuvens ligeiramente já partiam.
E por breves espaços de tempo o céu azul era o tapete que cobria o chão do alto, não o do asfalto. O chão ao contrario.
No meu imaginário, o chão pode estar no céu e as nuvens sempre macias por debaixo das solas dos meus pés.
Como quiser, se você consegue ver através das nuvens.
E saberá que o dia não termina enquanto o último leão não ruge.
Em meio as luzes, a nuvem se apaga quando a madrugada enfim por último aqui lhe surge.
Ainda é possível que nunca mais chova.Apenas ouça!
O sonhador olhava para o céu e só via alegria.
Nas nuvens, que sempre aparecem e se parecem,escurecem e desaparecem;
Anoitecem com o possível fim do dia.
Enquanto esperam a lua, que nunca foi minha.
E era lá, que hoje e para sempre, eu gostaria de estar.



Vinicius Ribeiro.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sul realismo.



Do norte,
defronte a linha tênue
entre ser forte
e se render a morte.
O real beija o seu rosto.
Te convida para mais um dança.
E o faz querer estar exatamente
do lado oposto,
suposto,
do que na verdade seria a realidade.
Há razão.
Talvez não!
Da consciência tiraste sua existência.
Abstrata,
ela te reata a vida
Diária,
peculiarmente cotidiana,
inversamente utilitária.
Lendária,
na vanguarda de sonhos
entre sonhos de paz
em paz te traz a guerra,
na terra,
de quem faz sou eu.
De norte a sul,
ser real!
Do leste,
meu sol só renasce no oeste.
E cresce,
mas não obedece.
Explora seus limites.
Mas morre em um copo com gelo.
Treme de medo de não acordar amanha cedo.
Tão cedo,
não me espere pro jantar.
Se no lugar do prato
serei eu na mesa colocado.
Com meu cérebro aberto,
simetricamente cortado,
de todas idéias expostas.
Opostas ao seu real,
de tamanho egoísmo.
Realismo?
creio que hoje não.
Logo me calo.

...fico me por aqui então.



Vinicius Ribeiro.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Ogni Giorno.



Foi só de ida o meu ingresso, hoje a ti eu confesso.
Quase sempre me encontro dentro de um quadro, de Salvador Dali.
Daqui ou de qualquer outro lugar...
Abstrato!
De fato, não quero voltar.
De assalto, jogo tudo pro alto.
Transformo a realidade em um ato de insanidade.
Bondade para comigo mesmo.Ver outro tipo de beleza.
Na sutileza, das formas transformadas.
Novas impressões,em antigas expressões idealizadas.
Exoticamente dentro de mim posicionadas.
É como viver no ápice de um sonho.
Sem lógica.Nossa atitude peculiarmente histórica.
De lado a lado mulheres saem de todos os lagos.
Abrindo os seus grandes lábios,
expelindo palavras em tons de cores delicadas.
Perfeitamente delineadas.
Sem almofadas, deitar-me ei sobre mais um teto.
Até nascer continuo sendo um feto.
Com um soco eis que ainda quebro o crepúsculo do ovo;
E de novo, nasço pra este mundo;
No mundo em que eu escolher.
Se você sabe, consegue me ler.
O tempo para, pra assistir o relógio se derreter
Escorrer pelos campos laranjas
que espremem o céu e fazem o suco do tempo.
Como exemplo do absurdo que surpreende.
Faz do olho o mais suntuoso templo.
O grande masturba a dor, no calor de seu corpo.
Faz da cabeça o museu de todas suas obras.
De hora em hora até os primeiros dias da primavera.
Embora a persistência da memória, tem hora que prefiro esquecer.
A dureza de dar de cara com a mesa.
Você me solta,que ainda esta tarde
eu volto para a Natureza viva ou morta.
Me acorda e me salva,desse século vinte,
nem no Egito sobrevive mais a esfinge.
O mar vermelho é inteiro o sangue do meu joelho;
Se divide em dois para que bradando eu passe pelo lado direito do meio.
E ainda há quem diga que a arte sobreviva sem o amor.
Olhe para mim e veja como estou!
Depois de mil novecentos e oitenta e dois, sou apenas um.
Sem arte, nem deste mundo mais eu faço parte.
Me alimento em vão entre o vão que surgere a realidade.
Tão breve ateio fogo em meu quarto, no ato alimenta se a chama,
e quem o chama não é a morte.
Todavia se achegue, jogue a semente e recorte a ferida.
Se sobrevivo tamanha é a crença na vida.
Pelo auge do nascimento de todos os meus desejos líquidos
Hibrido por sete anos.Isento de todos os meus enganos,
eis que ainda andarei pelos três caminhos.
Fadado estarei a buscar abrigo,na construção mole com feijões cozidos.
Ogni Giorno di questa vita mia.
Morro de amor e provo da existência a cada década um novo sabor.
Encontro o salvador,em alguma realidade escondida;
Satisfatoriamente alternativa.
Entre os jardins das estrelas por tua beleza nobremente envaidecidas.
A nascer e morrer perante a primeira da ultima e eterna Rosa Meditativa.



Vinicius Ribeiro.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Versos.



O Vento voava voraz
E veloz, ia
Via e voltava
Vibrava,
Vivendo verdades variadas
Vidradas, viradas e valiosas.

Vermelhas e verdes
Venciam na vida
Valorosas, viciavam na vitória
Veneravam a vossa vontade
Na velocidade da voz
Vós que vais, viestes dos vitrais.

Às vezes vendiam vasos
Volumosos, voluptuosos
E vários voluntariosos
Valsando vistosos
Vestidos com velhos vestidos
Vazando em vidros vendidos.

Vasculhavam os vértices dos véus
Vigiavam os vendavais
Vulcanizando suas vestes
Vivas e virgens
Varriam seus vultos
Vomitando o vinho das viagens.

Os valentes só viam vantagens
Vulneráveis vendavam as vitrines
Violavam os vegetais e as violetas
Vetavam violas e violeiros
Veraneios em veleiros
De Viena aos vilarejos.

Os ventos vêem varias verdades
Se vão e voam em versatilidade
Em vão o visitam com veemente vontade
Veneravam tudo que viam
Na velocidade da voz
Verdadeiramente venciam na vida.



Vinicius Ribeiro.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Múltiplo Orgasmo Vital.


O orgasmo de viver passa perto de você.
Me acompanha por lugares,
que os olhares
vêem ruas tão estranhas.
onde seu corpo faz o forte,
com sorte,
a noite é como a gruta da montanha.
Aonde entro pra me proteger e sentir o prazer.
Ao amanhecer
meus olhos estão pelas janelas.
Tão bela é a vista
egoísta,
bem quista pelas ruas
em que tuas mãos passeiam sozinhas
e nos aquários, descansam as andorinhas
todas minhas.
Ao teu lado sou o dono de toda alegria.



Vinicius Ribeiro.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Solução Inteligente.



Ouvi dizer que teve um dia.
Ninguém diria,
que o sol resolveu cair no mar
só para as suas águas esquentar.

E ainda dizem que houve um instante,
não muito distante,
em que a lua começou a deslizar sobre o ar,
abriu sua boca e começou a falar.

Dali em diante sempre me contava diversas histórias.
De todas as suas memórias
Do dia em que o Planeta Terra
decidiu ser um lugar melhor.

Expulsou o ser humano
e sua existência, com sua essência,
causadora de todo o dano,
pra ela,sempre fora um terrível engano.



Vinicius Ribeiro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Todos os erros do mundo.

"O erro é o laço da inocência,é a noite da inteligência."
(Luc de Clapiers, Marquês de Vauvenargues)



Queria dizer algo sobre os erros.Todos estes erros,que agora me fazem acertar.Acertar em cheio e ser grande o suficiente pra esquecer todos esses erros, e daqui pra frente,nunca mais cometê-los novamente.
Pensei em comentar como é difícil acender a luz,quando acordamos em um quarto escuro. Quando se sente que a noite perdura e que a realidade, às vezes, se assemelha a loucura.Injúria seria dizer que o impossível existe, quando em ti o sonho até hoje persiste. Quando você apanha na cara, enfrenta a água fria, mas ainda assim,fortemente a tudo resiste.
Eu creio que deveria argumentar sobre simplesmente esquecer ao invés de complicadamente lembrar, daquilo que certamente devias exterminar.O dia em que da memória pra sempre deverias apagar.É só acreditar, mais importante que o dinheiro."A primeira glória, é a reparação de todos os nossos erros."



Vinicius Ribeiro.



"Quando chorados, os nossos erros são reparados."
(Jacques Benigne Bossuet)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Maria.



Segue Maria
com sua trouxa de roupas embaixo do braço,
pronta para mais um dia.
Leve o sono de que desperta Maria.
Abre a janela
e recolhe a coragem que lá fora ela escondia.

Dizia que sentia fome, seu “home” não trabalhava.
Era Maria quem batalhava.
Se chovia, ela corria.
E no sol ela sempre queimava.
Se ficava triste, Rezava.
Assim era ser Maria.

Coloria a vida com um simples sorriso.
Trazia o amor como seu breve aviso.
Se precisasse que o mundo ela enfrentasse,
Maria não fugia. Até ria!
Com a coragem que ela tinha
E sabia o que era ser Maria.

Se faltava o pão,
compensava com união.
Se perdia o sono, Rezava.
E pedia a força que só ela tinha.
De quem a cada dia
Aprendeu a ser Maria.



Vinicius Ribeiro.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Santa Música.



Santa música.
Sejais santa até os meus ouvidos.
Que sejais pura até curar toda amargura,
de quem são ou na loucura,
liga o rádio pois sabe
que a música és quem o procura.
Música,que sejais santa.
Para toda a voz que te segue e te canta.
Com a força de mil valentes
na alegria eterna de uma criança.
Santa música.
Te levantaste juntamente com o dia.
que Sejais santa,
para todo aquele que na vida
encontrou o seu tom
Em meio a teu som.



Amém.



Vinicius Ribeiro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O Jogo.



Escolha as cartas com que queres jogar
e beba o vinho que alegra a noite
sob o forte som do luar.
Derrama o teu fogo sobre os morros que caem para cima,
em seguida transborda no calor que derrete a neve.
Derrete e ferve, remete a febre.

Ponha as cartas na mesa, jogue os seus dados.
Aqui seu estado é delicado
e cada passo é devidamente registrado.
Em instantes te conto o segredo,
aprenderás a jogar sem medo,
Tão logo verás que nada aqui é de brinquedo.

Espere a sua vez, conte até três.
Veja o mundo através de um tabuleiro de xadrez.
Feche os olhos e por um instante
sinta se como um rei.
Renascendo de dentro do ovo.
A cada peça verás que és apto a vencer neste jogo.

Comemore se vencer,ou se perder.
Pegue o primeiro elevador para as colinas.
Tome um chá com outra família,
de baixo para cima
se preparando sempre para uma revanche,
de modo constante,pensar na vitoria te levará a diante.



Vinicius Ribeiro.

Noturno.



Á noite eu velo o teu sono.
Meu coração te seduz
E meu olhar pelas ruas te acompanha
Até brilhar a luz.

Sob a tua face angelical
Tua alma imortal
Transborda na plenitude jovial de amar.

Me faço recitar para cada estrela
Que desliza em suavidade
Se faz ainda mais bela e canta pelo céu.
Com esplendor, observando o nosso amor
a sós, esta noite, se derrama sobre nós.


Vinicius Ribeiro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Velho Morador da Cabana.



Dia após dia
sozinho com os seus mistérios,
sinceros com o velho morador da cabana.

Corria e corria atrás de respostas
de tudo que até hoje realmente o importa.
Antes que fosse tarde
e a vida lhe virasse as costas.

Aposta que ainda tem algo que ele deva saber.
Antes de morrer,
muitas são as coisas que ainda precisam acontecer.

Se for ver, os dias não foram iguais.
Ele tenta entender.
O que ainda irá lhe surpreender.

Corria e corria pra qualquer direção.
Viveu a vida toda neste mundão,
envelheceu antes do tempo
e se recolheu a solidão.

Mas não para sempre.
Porque sempre
Algo novo está prestes a aparecer.

Direto ele olha para o teto.
Não tem medo da água fria.
Pra ele mesmo sempre cozinha.

Talvez nessa vida
o que lhe falta seja uma Campânia.
Um pouco de nostalgia,
uma mão que pelo caminho te ajuda e te guia.

Dia após dia
revela a si mesmo um pouco de seus mistérios.
Leva a vida sempre a seu critério.

Em Todo tempo é sério.
Às vezes ele se engana,
mas da vida
ele mesmo não reclama.

No seu coração
ainda arde a velha chama.
Assim é que a vida,do velho morador da cabana.



Vinicius Ribeiro.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sonânbulo no Tempo.


As paredes ruíam e contavam sobre os mitos, de alegrias e lamentos, felicidades e tormentos. Eram mortes, sortes, casamentos, alguns graves ferimentos. E cada rachadura me olhava nos olhos, mandava eu calar a boca,encostar na parede e sentir como ela era oca.Pensei comigo,ela está louca se imagina que deixarei os insetos entrarem pelos meus ouvidos,saírem da parede direto para o meu umbigo.
Hoje acordei em plena manhã, só pra trancar a porta com mais uma chave. Não posso deixar que eles me ataquem. Se caísse pela janela, certamente esmagaria todos sem deixar seqüela. Eles que batem em minha porta, gritam o dia todo, me pegam e não me soltam. Eles voltam toda noite pra me perturbar.
Se deteriorizar faz parte da vida, ouvir vozes entre os corredores escondidas, todos os dias imaginar novas realidades em antigas fantasias. Mas ainda assim, são só histórias,que elas querem que eu aprenda e que as façam virar lenda,de alegrias e fingimentos,felicidades e esquecimentos,memórias que não são minhas,elas insistem mas não me contagiam.Eu apenas olho e já me esqueço, acordo ainda sonâmbulo,levanto e só me obedeço.Com um copo de café,se Deus quiser,essas paredes pra sempre estarão em pé.
Com o tempo tudo se desgasta, se arrasta pelos dias,apenas sobram as idéias,fragmentos de matéria,lembranças reais e inventadas,realmente transformadas.Mas vocês sabem o que eu quero dizer.Sempre tranquem a porta e conheçam muito bem a escada, antes de descer.



Vinicius Ribeiro.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Expressionismo.



Te imaginei jogada entre as linhas tortas.
Foi quando o misturei entre as cores fortes.
Sem contorno definido,
inserido em sombras coloridas.

Doloridas, elas apenas gritavam.
Escorria a tinta por onde passavam.
Um espetáculo a parte.
Por deus, aquilo é que era arte.



Vinicius Ribeiro.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Infantaria em Diversão.


Ele embebedou toda a cidade
até conseguir calar o sol,
sentar com as estrelas
e esperar a sua vez
de vencer no tabuleiro de xadrez.

Conseguiu parar o tempo
pra lavar a sua alma
com água e sabão.
Bebíamos da mesma fonte.
Compartilhávamos o mesmo pão.

Mandou que eu parasse as máquinas,
pra que vestidos de lembranças,
admirássemos os anjos com as suas danças.
Pra que chegassem mais perto.
De toda a platéia éramos os mais espertos.

Ao fim da noite só o silêncio era mais que certo.
Dispersos, exorcizávamos nossos fantasmas,
sem precisar de treino.
Verdade ou mentira.
Aquele era o nosso reino.



Vinicius Ribeiro.

sábado, 17 de janeiro de 2009

15:01.


Por vezes você tem a sensação
de estar preso ao quadrado mágico.
Roda e roda quando tenta estar longe
de ser cômico para não ser trágico.

É lógico que eu sei do que estais falando.
Vejo cada verde pensamento que cresce
junto com a grama,
em seguida morre
e se perde no contexto presente
em meio ao poço de lama.

E imagina que às vezes seu cérebro tenta escapar,
te põe contra a parede, instiga sua antiga sede,
cai na rede e descansa esse velho cérebro.

E me lembro,é claro,
do que eu ainda não pensei.
Enquanto resolvo este embaraço,
ouço cada passo
de quem busca um espaço,
no caso, acompanhando o compasso
da síntese que remanesce e permanece
intacta no ensejo que impacta a minha cabeça.

É provável que isso me fortaleça,
me abrace ou me esqueça
antes que eu enlouqueça.



Vinicius Ribeiro.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ø


___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________



Vinicius Ribeiro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Devaneio Vespertino.



Pra não chorar
Pego o bonde que passeia pela cidade
E tão logo já sinto saudade
Penso que amanha à tarde
Encontrarei a paz
Tanto faz
Se os dias são iguais
Preciso sonhar ainda mais.

Jamais havia notado
como ainda nascem flores pela cidade
flores pela metade
neste instante já não tenho mais idade
nem identidade
me apego ao momento, já com saudade
de atravessar tranqüilo, mais uma tarde
sentado no bonde, pelo centro da cidade.



E nesta história toda é que me pergunto.
Quantos dias já se passaram?
Por quantas vezes eu fugi do assunto?
Quantos planos ainda nos restaram?

E neste vazio o silêncio me perturba.
Toque mais uma canção ou apenas me assuma.
Junte alguns pedaços, se construa.
Siga em frente, encontre alguém que o leia
e não apenas o resuma.



Vinicius Ribeiro.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Chegada do Amor.


Está acontecendo agora.
Nesta mesma hora o sol invade a casa
e mata por completo a escuridão.
Vem dizer que amor está vindo de trem
e dizem que descerá logo ali,
na próxima estação.
Não fecho mais os meus olhos
e se o sono me olha,
eu finjo que não o conheço.
Perder este momento eu não me atrevo.
Apenas devo me lembrar com plena satisfação
que ainda hoje o amor chegará
e descerá logo ali, na próxima estação.

E com alegria eu te digo:
“Sim eu acredito”.
Próximo ás 3 da tarde.
Só de imaginar o meu peito aqui arde.
Me acompanhe se quiser.
Será bem vinda toda a gente que vier,
do jeito que estiver.
Só peço que abram o coração
e não deixem de ensaiar uma bela canção.
Pra dizer ao amor
estamos felizes que você chegou.
E nem demorou,
que bom que nos encontrou.

Esperávamos você todos os dias, até o sol se por.
Vamos supor, mesmo que demorasse,
não deixaríamos que nossos
bons sentimentos esfriassem.
Mas agora isto tudo é mera suposição.
Pois finalmente hoje um raio de sol veio dizer
que Deus ouviu o nosso coração
e que ainda esta tarde é certo que o amor vem.
Sim! Ele chegará de trem.
E mais felizes do que nunca
escutaremos tomados pela emoção,
o apito anunciar que algo grandioso nos aguarda ansioso
logo ali ,na próxima estação.



Vinicius Ribeiro.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O Construtor.


Se essa gota de chuva
soubesse tudo que tenho pensado,
talvez ela preferisse voltar para o céu
e com a chuva cair em outro dia qualquer.

Escorreria por entre todas as cores do arco-íris
a fim de tornar o céu um pouco menos triste.
Talvez ela preferisse cair sobre a minha cabeça
e fazer com que na tristeza eu ainda permaneça.

Mas ela eu já avisei.
Hoje com toda a simplicidade
só vou pensar na felicidade
que eu sempre procurei.

Ouvi o vento dizer
sobre mim e sobre você,
de como somos iguais
e que ainda precisamos crescer mais.

Diziam que aqui havia uma semente.
Diferente.
Mesmo eu ausente,
ela crescia com o calor da gente.

Pensava em mudar mundo.
No fundo, um novo rumo à vida.
Ver como ela parecia um pouco destruída;
Em seguida dar uma reerguida.
Quebrar a casca do ovo
e começar a viver de novo.

Foi quando vi muitas cores fora do lugar
O azul não coloria mais o mar.
Então comecei realmente a me preocupar.
E quis construir o dia mais bonito de todos.
Entre todos os outros dias que ainda estavam por vir

A mim isso parecia ideal.
Pegar cada lembrança,
experiência e esperança
e transformar em sabedoria.
Quem diria.
Comecei a reformar a vida.
Pintei o Sol de amarelo
e ainda mais belo ficou o meu dia.



Vinicius Ribeiro.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Auto – obituário.


Quando por mim fui encontrado morto,
foi por pouco que não morri também,
pensei “Que sufoco”!
Estou ficando louco,mas aquele só pode ser eu.
No breu,nada eu via,
mas certo estava que nenhum sinal de vida havia
Os vermes tomavam conta da carne,
que correspondia cada vez mais macia,
Sobre minha póstuma vida nada ela dizia
Não continha nenhuma marca
da carga que por tanto tempo carreguei.
Será que agora eu me livrei?
Ainda não sei.
Mas não pareço estar feliz.
Não foi assim que eu aprendi;
Então continuei a refletir.
E quanto mais os vermes o meu corpo devoravam,
mais eu sentia que pro fim me encaminhava.
Não era o fim que eu queria pra mim!
Entende?Daqui eu posso ver o meu rim
e isso não poderia ser assim.
Talvez isso seja um sinal.
Um tanto quanto mortal.
Tenho certeza que não é normal.
Nunca pensei em meu próprio corpo velar
nem enterrar,
ou sentar no chão e me ver morrer;
Na minha frente,eu não parecia nada contente
Mesmo que eu tente
Ou lamente
e impotente ignore olhar para o lado
pra não ver meu próprio corpo sepultado
Este realmente parece ser o meu legado
Ou enfim de uma parte mim
que vai pra terra
e nem ao menos me espera dizer adeus.
Oh meu Deus,então assim foi o meu fim
ou pelo menos de uma parte de mim.



Vinicius Ribeiro.

Fé,paz e tranquilidade em meio a tempestade.


Quando o mar começou a sua confusão
e o céu respondia com doses de trovão.
A Deus entreguei meu coração
e senti a sensação de estar protegido.

Como prometido nada de mau havia me acontecido.
E mesmo quando o barco virava
as vezes um pedaço se quebrava
ainda fraco eu me sentia forte;
Porque sabia que Deus mudaria a minha sorte
e a morte até a minha porta,
naquela noite não chegaria.

A forte chuva confirmava sua participação,
O vento tomou acento sob a embarcação
e a Deus fiz minha ultima oração.
Com a intenção de compreender a vida
e pedir para que ela hoje não estivesse de partida.

Logo em seguida coloquei-me a pensar
sobre estar em paz em meio a tempestade.
Enxergar uma luz e toda a sua verdade;
Mesmo que hoje a realidade
Em sua trivialidade
apenas me ofereça com uma foice
um tipo estranho de coice.
Uma indesejada sorte de açoite.

Naquela noite ainda pude dormir em paz.
Sonhar com os anjos e os animais que jamais
deixaram de ficar contentes com a toda a criação.
E senti a sensação
que em tempo nenhum deveria me preocupar.
Porque pra Deus no meu coração
Eu havia feito um grande lar.



Vinicius Ribeiro.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Pela estrada imaginária.


Ao entrar naquela estrada
Esqueci-me completamente
de onde jazia a entrada

Rodeado estava
De todos os olhares cansados
Que corriam pelos vales amedrontados

As cores eram marcantes
Mudavam o meu semblante
E me faziam deveras confiante

Rumo estrada a fora és que te digo
Agora não pressentirás o perigo
serei quem há de estar pra sempre contigo

O seu marinheiro
E o mais voraz guerreiro
Tu serás a minha guia
No trono serás minha rainha

Mais que todo o ouro
terás o tesouro
Da promessa que nunca falhará

E andarás sob as águas
E falarás com as estrelas
Esquecerás os teus medos
Rasgarás todo o teu dinheiro

E pensarás como uma criança
Estarás em constante mudança
Se alimentará das rosas
Serás de todas a mais formosa

Esquecerás a dor
Conhecerás o amor como eu sou
seguirás por esta estrada
e verás na tua cara
O que realmente tem valor.



Vinicius Ribeiro.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Á Seco.


Já se afogastes mesmo sem se molhares.
Respirastes a água e beberas todo o ar
que vieste de tão longe do mar.
Nadaste pela brisa até a superfície,
assim acreditas que respirastes
as ondas do oceano
que de tão perto te sondas
e se molhastes com o vento
que te levastes a se secar
nas mais claras e escuras águas do mar.



Vinicius Ribeiro.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Uma visão de muitas águas.


Naquele dia enfim percebi, mais uma vez.
As águas que jorravam pelo velho jardim.
Escorriam o dia inteiro
Saiam do meu espelho,
superavam cada vivo anseio
e me carregavam com as suas águas.

Seguiam inundando todo o quarto.
E eu já um tanto farto
por elas deixei me ser guiado.
Pelo o caminho que a frente me era mostrado.
Dividiam se pelas beiras
e seguiam sempre ao meu lado.

Jamais paravam o seu curso,
Continuavam com o discurso
de molhar a terra,
do mar subir a serra
Inundar o mundo,encobrir tudo
e transformar a vida em água

Vi que pra mim já não restava nada.
E no fim,
por elas deixei me ser levado.
Até o outro lado
do fundo do lago.


Vinicius Ribeiro.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Tu és parede.


Ora parede
se o vazio agora tu és quem cerca,
estenda se por hora pelos corredores a fora.
Segue teu rumo parede.
Tijolo por tijolo reconstrua o teu mundo.
Volte ao pó da terra ou proteja-nos dos males da guerra.
Sejais sincera com o futuro que te espera.

Se mova parede
Não será o teu silêncio que te manterás de pé.
Tenha fé,porque tu apenas escutas parede.
E nada falarás.
Como de nada valerá
ser parede,se o vazio na certa
é o que agora tu cercas.

Contemple esta porta que está em ti parede.
E por ela Fuja.
Deixes de ser tão dura.
Pois quando quebrares o silêncio que vos tortura.
Poderás assim saciar a tua sede.
E neste dia enfim tu deixarás de ser apenas parede.



Vinicius Ribeiro

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Leve distração.


É tão engraçado,
quando olhei para o alto,
imagine,no céu haviam janelas
e nas casas haviam nuvens.
Mas por ser tão distraido
quase me passa despercebido

No céu , as janelas continham flores
de todas as cores.
E nas casas
em algumas nuvens chovia,
mas só eu via.
ninquem mais percebia.
Na correria do dia a dia
não notavam as nuvens nas casas
nem as flores com asas.
Mas por não estar distraido
nenhum detalhe tenho perdido.

Se acaso tropeço na pedra
que na certa veio da lua
da cratera de alguma rua,
eu caio,mas continuo olhando para o alto
pra ver de fato ,no céu as janelas.
Algumas delas
com flores amarelas
que chovem
e regam as nuvens que estão nas casas
criando asas,
pra que leve como papel
voem de volta para o céu.

Vinicius Ribeiro

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pensei Infinito.


Penso infinito.
Acabo exterminando todo o inaceitável conflito.
Típico de quem acorda todos os dias aflito,
imaginando "agora seu cérebro parece estar frito"
Mas como tenho dito.
Só penso se for infinito.

Não sei como vim parar aqui,
mas da melhor forma ainda pretendo sair.
Diferente de quem se adapta ao ambiente.
Igual a quem está sempre pronto para o salto mortal.
Alguém que jura ser mais que um animal,
racional que cansou de pensar igual.
Ainda não sabe como veio parar aqui,
mas continua andando na vaca,
procurando uma vaga pra estacionar.
aqui ou ali,sem ficar na contra mão
do tráfego das nuvens
que continuam imunes ao aquecimento global.

Não é por mal,mas aonde isso vai parar?
Não sei até quando vou ficar
aqui no ponto, esperando o primeiro ônibus
que me leve pra onde o sol nunca se põe.
Apenas se propõe a brilhar para sempre.
Sempre que eu me sentir um fantasma,
com o velho violão,tocando pra multidão
dos pensamentos infinitos.
Em guerra com todos meus conflitos.
Vejo tudo com um olhar parcialmente aflito.
E no cérebro ainda mais frito,o tempo passa
e eu aqui só reflito;

Como tenho dito.
Só penso se for infinito.



Vinicius Ribeiro.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Antes de dormir.


No fim da noite
Só a música me acompanha
Até sinto o colchão que me arranha
Mas o meu corpo nem mesmo estranha.

No fim da música
Só a noite me estranha
Até sinto o colchão que me acompanha
Mas o meu corpo nem mesmo se arranha



A melodia vem trazer a nostalgia
abraçando o ritmo,
em um instante se torna intimo
ao som que flutua em volta do mais ínfimo Ser
que cansou de no barulho do silêncio permanecer,
no som vazio do nada,
que tudo que fez foi querer te enlouquecer
ao invés de um quase mágico som trazer
ou desenhar.
Mesmo sem precisar de aquarela e pincel,
a música pinta o retrato
exato da arte que entra pelo ouvido,
passeia pela mente
e se reflete através da letra
que se ajeita
pra ultrapassar a barreira do compreensível,
atingir o inatingível,
de maneira incrível.
Sempre chegando nunca de partida,
se habilita a expressar o inexpressável,
explicar o inexplicável,
se viável a musica se cala.
Reuni os sons que movem as emoções,
de todas intenções,
mocinhos e vilões.
A música é responsável por todas essas sensações,
que rompem mais uma noite que se esqueceu de dormir.
Só para mais uma canção ouvir.

Vinicius Ribeiro.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Dias em que nunca chove,mas transborda.


São os dias loucos que me fazem pensar.
Começo achar tudo diferente demais.
Alias mesmo que o vento nunca mais sopre
a alegria distante de quem sofre,
só com minhas asas eu consigo voar.
Chegar ao céu,falar com DEUS
e por lá ficar.
Mas se eu acordo,só me importo,
se aqui de novo me encontrar.
meus olhos volto a fechar,
pra viajar aonde o pensamento me levar.
Dar a volta ao mundo,
conhecer os mares e seus mistérios,
os reinos e seus impérios.
É serio!São esses dias que me fazem ser quem eu sou.
Dentro da velha história que não sei ao certo quem inventou.
Já imaginou?Como seria se eu pudesse gritar
tudo que eu pude avistar quando meu pé saiu do chão
e visitou o vulcão,o olho do furacão
ou alguma outra sensação.
De atravessar os maremotos,
impossiveis terremotos,
tirar uma foto,só eu me solto,
por inteiro, não sou mais prisioneiro.
Agora no mar sou marinheiro
que navega a procura de algo que falta aqui dentro,
bem no centro,
do músculo vermelho pulsante,
meu único tripulante,
meu eterno acompanhante.



Vinicius Ribeiro.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A minha Proteção.



Todas as noites,percebi que tem um anjo
logo ali sentado no telhado,
calado,aqui ao meu lado.
Ele eu não vejo,
mas se sozinho não me protejo,
seus cuidados eu almejo.
Uma luz que se propaga,
com ela a escuridão se apaga.
Esmaga todo medo que de mim escapa.
Me defende com seu o escudo e com sua espada.
Esta noite mais uma vez ele me salva.


Vinicius Ribeiro.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Dormindo em meio a neblina.



Dormindo em meio a neblina.
O velho som do violino a mim se inclina.
Passeia e passeia
pelas nuvens que vem e que vão,
ainda mais fortes ao som do trovão.

De um sono tão leve que quebrar o encanto
ninguém se atreve,nem descreve,
apenas flutua
até o céu, ao som do violino.
Na suavidade com a alma eu me inclino
e aprendo com quem me ensina
a dormir em meio a neblina.



Vinicius Ribeiro.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Surrealizando.



Cuidado com o que escolhes como realidade,
sua cidade é só uma miragem da viagem que a mente
assim meio intransigente a qualquer ato
simplesmente acompanha um fato.

Cinza,o céu que plantas a semente
está no olho da serpente.
Quando abre a janela
cai o teto sobre ela
sem seqüela
a vida segue mas já não tão bela
com força respiro toda a coragem dela.

Esfarela pelo céu
Se no meu caso continuo sendo réu
Um fiel que rola pelo chão
Contemplando a construção
De todo o seu corpo
Por dentro ainda um tanto quanto oco.

Um pouco quando pinto sua virilha
o sangue escorre na mobília
um vermelho maravilha
brilha e goteja no sapato
que silênciosamente acompanha todo o fato
no momento exato
que mais um nó por aqui eu desato.

Sensato,sinto frio no calor.
Caricato,me derreto no inverno,
que inferno!
Se eu morro , você é meu terno.
se enterra comigo.
Me acompanha, depois eu te digo
tudo sobre o perigo
de estar sem abrigo
quando o mundo parece realmente invertido
a realidade já não faz mais sentido.



Vinicius Ribeiro.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Inconsciente.


Inconsciente mas ciente que não é só mais um doente. Atos falhos, impensados, inconseqüentes saem da mente de quem quebrou a ultima corrente.Desperta para vida e a mente registra um mundo que acontece no subconsciente. Consequentemente o cérebro segura tudo que o olho captura até mesmo a ruptura da sua falsa falta de cultura e a Filosofia age pra explicar os atos, inconsciente, a vida acontece, não obedece, até onde a razão conhece e você apenas corre atrás das respostas, inconsciente, você cresce e sabe que este é só mais um dia que anoitece.
Perder a capacidade de manter a consciência de si próprio e do ambiente. Avistar reflexos, complexos, anexos do mundo e sua existência já decadente. Toda ciência, oculta ou transparente, seria vã se não trouxesse de volta a sua consciência. Inteligente ou displicente, a vida acontece enquanto você adormece,inconsciente, nem mesmo sente que é levado pela corrente, das idéias que penetram no subconsciente.
Te levar pra épocas passadas,lembranças esquecidas,algumas conhecidas.Ressurge se do primário quando se abre a porta do imaginário,inconsciente,deixa passar tantos pensamentos,acontecimentos e o Subconsciente anexa conteúdos da nossa evolução; a captação que arquiva cada fato encontrado ,previamente registrado,uma síntese,um pensamento orientado, um ensino proveitoso para o ser venturoso que ao invés de esquecer,busca evoluir e crescer,inconsciente,você aprende que no subconsciente está cada vez mais experiente.Não é só mais um doente.



Vinicius Ribeiro.

No quintal do Mundo.


Vivendo no Planeta Terra,
o nosso imenso lar
ninguém erra
sabe que aqui é o nosso lugar
só chegar, abrir a porta
contemplar a natureza,o mais belo quintal
um milagre sem igual.
O verde no colorido da vida
a melhor recompensa já obtida.
Tão Natural como as plantas,folhas,cada vegetal
até a mais alta árvore que sem barreira
nos da a madeira,se faz a cadeira
onde sempre de bobeira me sento pra pensar.
Melhor que pensar é escrever
sobre tudo, que acontece no mundo
aprendi vivendo, que em todo momento
preciso acertar ,cuidar da Terra,nosso primeiro lar,
ninguém erra
sabe que é assim que a nossa historia se encerra
se aprender a preservar
fazer da natureza a mais importante riqueza
o azul do céu,nas águas dos rios e do mar
não poluir esse ar,é disso que precisamos falar
todo mundo erra
sabe o que deve procurar
não quebrar essa corrente,
nem poluir o meio ambiente,o belo quintal
um patrimônio universal,
plantas,seres humanos e animais
somos todos iguais perante a natureza
que com grandeza sempre foi a mais alegre visão,
e com covardia respondemos com destruição.
Triste situação!
Não vejo mais o verde no colorido da vida,
nem a sombra das árvores,
onde me sento pra pensar.
Melhor que pensar é começar a mudar.
Breve se faz o dia em que o futuro vai apresentar
uma realidade impossivel de mudar.
Pobre será a Terra
acabaremos sem ela.
Ninguém erra
sabe que é assim
que a nossa história se encerra.



Vinicius Ribeiro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Crise ?


Agora veja,se proteja.
Enfrente,aja diferente,seja inteligente,
ou apenas se recolha a seu isolamento.
Aqui eu lamento
e você vive em paz com esse tormento
até ele passar,mesmo se atrasar,
sua vida tem que esperar,
o momento certo de sair dessa jaula
e enfrentar o mundo que em um segundo
você só quer se ver livre para poder respirar

Não se renda,nem se venda.
Esqueça,desapareça,se esclareça.
Ou então seja o dono
da sua própria ação.
Sua vida,sua nação.
Porque está com você
o direito de se esconder,
em outro mundo viver,
não deixar este te aborrecer.
Estarei acordado até o amanhecer.

Ficar escondida,perdida
trancada,refugiada,se ver estraçalhada
em sua própria emoção
que nunca te pede perdão,
nem te diz a razão de querer escapar.
Correr para outro lugar ou apenas se separar,
mudar o rumo, aqui eu assumo,
que no meu mundo eu posso ir mais fundo.
Ser o primeiro
e você apenas o segundo.



Vinicius Ribeiro.

sábado, 22 de novembro de 2008

A Mágica Existência.


Talvez todos de mundos diferentes
Em um mesmo planeta
Compartilhando a mesma mágica experiência
Chamada existência.

Todos com medos, mas todos com sonhos.
Todos perdidos e todos estranhos.
No fundo ovelhas de um mesmo rebanho.

Talvez todos com os mesmos sentimentos,
em lugares distantes
Vivendo diferentes realidades
Buscando novas oportunidades.

Todos limitados, mas todos infinitos.
Todos com sede e todos com fé.
Até o momento ainda estamos de pé.


Talvez todos caminhando na mesma estrada
Caminhos tão opostos
ás vezes tropeçando,uns caindo,outros levantando
Mas sempre aprendendo e alguns sonhos realizando.

Todos com pressa ,mas todos com planos
Todos juntos, todos sozinhos.
Como pássaros perdidos de seus ninhos.

Talvez todos errando, bem mais que acertando.
No mesmo planeta,em lugares tão distantes
Às vezes tropeçando, uns parando,outros continuando.
Vivendo diferentes realidades
Buscando novas identidades.
Vivenciando esta mágica existência.
A mais incrivel experiência.


Vinicius Ribeiro.

A Fábrica de Idéias.


Acordando,mesmo sem dormir
e a janela se abre,quando o vendo sopra.
É o frio,ou só o pensamento.

Idéias são apenas Idéias.
Luzes que clareiam a mente,
divergente que escorre no âmbito das idéias
claras,loucas,alucinadas,que cilada!
Rachei a minha cabeça de tanto ter idéias
Loucas,alucinantes,para um estudante,da vida,
da ferida,ardida do pensamento que povoa
a cabeça daquele que é louco,pelo menos um pouco
diferente ás vezes incoerente,sem cura aparente,
pra loucura permanente.

Morrendo,mesmo sem ter vivido
e a porta se fecha,quando a noite se entrega,
é só uma idéia,que eu planto e você rega.

A cabeça não nega a luz que só o pensamento agrega.

Vinicius Ribeiro.

Descarga.

Em qual rua será
que começamos a tropeçar?

Pois esquecemos de acender a luz
e por isso carregamos aquela cruz
Por isso caímos.
de cara no chão foi que não vimos
O tamanho do buraco em que estávamos adormecidos.


























Enquanto chovia lá fora
Ficávamos molhados aqui dentro
E enquanto caia a noite
Escurecia o nosso peito.

Quando enfim acordamos,
foi só o que no fim nós avistamos.
Enquanto explodia a guerra
Sangravam nossas feridas
E quando tudo se acabava
estávamos cheios de todo o vazio.

E hoje quando chove
Eu penso na vida
Em toda aquela dor
que junto com o nosso barco
perdemos no instante em que ele naufragou.
Ainda me sinto fraco,
mas só quando chove.
Depois passou.
Um novo pensamento é o que me move.

Enquanto viramos a pagina
eu me sento e só lamento,
Quando me canso de tudo,
aperto a descarga,
mando tudo bem pro fundo.
Pois como já sabes agora
não precisaremos mais de todas essas longas memórias.



Vinicius Ribeiro.

O Sol.



O sol
Que nasce do alto
Na planície ou no planalto
E brilha
Como no mar uma ilha
Sem armadilha,apenas aquece
Com o calor de quem todo dia não se esquece
Mesmo quando anoitece ele se fortalece
Para no outro dia clarear
Como o verão que ainda irá chegar
Acompanhando o Sol
Que vem do céu azul
De norte á sul,pra mim e pra tu
E brilha
Como um sorriso de mãe para a filha
Sem armadilha,apenas comparece
Com o vigor de quem todo dia se fortalece
Mesmo quando anoitece ele não desfalece
Se demora a cansar
Como o verão que não quis terminar
Acompanhando a Lua
Que se vê de qualquer rua
Tão minha quanto tua
E brilha
Como quem segue a sua trilha
Sem armadilha ,apenas aparece
Mesmo quando amanhece ela permanece
Se demora a apagar
Como o sol pedindo pra voltar
Quando estamos sós
Ele vem pra todos nós
E Brilha
Encontra no céu sua grande família
Sem armadilha,apenas se engrandece
Mesmo quando chega ao fim
Se demora a aceitar
Na certeza de que amanhã
Certamente voltará a brilhar.



Vinicius Ribeiro

O Espelho.


Olhar no espelho e ver minha vida indo
pra algum lugar, um ponto indefinido.

toda vez que eu respirar
e me lembrar que eu vou acordar
olhar pro espelho e ver minha vida indo
pra algum lugar onde eu seja infinito
e jamais vou ter que morrer
ou viver sem sentir prazer
olhar pro espelho e ver minha vida indo
pra algum lugar onde eu possa estar tranquilo
e entao vou poder parar
descançar e seguir em paz
olhar pro espelho e ver minha vida indo...

pra qualquer lugar que eu sinta prazer
e nunca mais tenha que morrer
quando a pilula me entorpecer
e todos olhares perceber
que alegria que agora estou
é mais falsa que a cor
de um pôr do sol que nao se pôs
o espelho se quebrou.

quando eu quis tentar reconhecer
o lugar pra onde eu vou.

Vinicius Ribeiro.

Olhando pela janela.




Todas as noites
eu procuro por ela.
Pois quem me ouve é ela,
só quem me entende é ela.

Antes de dormir, o meu olhar é pra ela
e meu último boa noite é sempre pra ela,
que me atende toda vez que a procuro.
Mesmo no escuro eu ainda posso falar com ela.

Quando abro a janela
minha visão é toda pra ela.
Mesmo quando estive ausente
ela sempre manteve se presente.
Até quando não a vi,
de alguma forma eu sei que a percebi.

Toda vez em que eu tenho esperança
eu falo com ela,
e quando penso na velha lembrança
incrivelmente eu me deparo com ela,
que fielmente em cada solitária noite esteve comigo.
Mais que qualquer amigo
é só ela o meu mais sincero abrigo.

No desespero, minhas lágrimas são pra ela.
E o sorriso de quando no futuro eu acredito, também é pra ela.
Toda pureza do meu coração eu guardei pra ela.
As diversas emoções de todas as linda canções,
eu sinto quando olho pra ela.

Ela que em todas as noites me presenteia com seu brilho.
Com a fé e a esperança de quem sempre esteve lá em cima.
Olhando pela janela.
É só ela quem me recebe de braços abertos.
Por isso pra ela são os meus dias de espera,
mais uma noite na janela,
olhando para ela.
Pois só quem me ouve é ela.
Mesmo no escuro,
certamente é ela quem todo noite eu procuro.



Vinicius Ribeiro.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Retrato de um pensamento momentâneo.


Se você já rodou o mundo inteiro antes de dormir
sabe onde quer chegar,mas principalmente aonde não quer ficar.

Se você foge da hipocrisia de dias como hoje
não queira um sol artificial
que brilha sem um calor visceral
acredite,é desse calor que a sua alma precisa
em um momento frio e cinza.

É o momento que o seu sonho te escapa
E quase tudo agora é nada,
E nada é quase tudo o que você tem
Agora que o seu sonho te escapa

É o momento que a hora não passa
E neste instante,mais pode parecer menos
E menos é mais do que você tem.
Agora que a hora não passa.

Se você foge da tristeza de dias como hoje
Não queira perder a esperança.
Que o Homem nos deixou como herança
Acredite mesmo morto você ainda vive
és apenas uma criança.

Se você já foi do inferno ao céu antes de acordar
Sabe exatamente onde quer ficar
E aonde nunca mais quer estar.


Vinicius Ribeiro

A vida que passa.


Como uma vida após a outra,
em um momento após o outro.

A costumeira flor que se fazia presente
hoje é apenas uma folha doente;
ausente,demente,
pouco experiente,
com um valor inconsciente
e de uma solidão bem aparente.

Como no fim do espetáculo
dou de cara com o obstáculo
seco á lágrima do palhaço
que só buscava o seu espaço
em um mundo tão escasso,
por não ser feito de aço
enroscou se em mais um laço.

Como uma vida após a outra,
em um sentido após o outro.

o sorriso que jazia tão alerta
hoje é apenas uma expressão incerta
que me aperta
me desperta
com a visão certa
o frio que em mim enxerta
essa emoção que o peito conserta.

Como uma vida apóa a outra,
em um destino após o outro

É essa vida que passa,
me ultrapassa e nem disfarça.
Só de pirraça.
O amor que era de graça
hoje é só fumaça,
que o meu olhar embaça
ao ver a vida que passa.



Vinicius Ribeiro

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A Super Gravidade.


Acorda como um súbto susto,são 7:00 horas da manhã,mas poderia ser 8:00,9:00,não importa .Olha para o teto,os primeiros raios do sol se fazem presentes,como se fossem dizer bom dia, mas o quê é um bom dia?
Levanta do seu leito e ensaia preguiçosamente os primeiros passos para mais um dia, o bom dia.É quarta-feira,mas poderia ser quinta,sexta ou poderia nem mesmo ser um dia.
Caminha vagarosamente pela calçada enquanto observa a correria em que a vida acontece, mas o que é a vida, de onde ela me conhece?
Minuto após minuto, tic tac , o relógio não para, e para todos nós é a regra que se segue,não perca seu tempo,esqueça o ontem , conquiste o amanhã,faça isso agora,chegou a sua hora.A tardezinha a chuva cai,mas poderia ser o sol mais brilhante ou a mais alva neve inconstante,não mudaria a lei da gravidade,a gravidade do rumo em que a vida se espalha, a super gravidade que te leva ao chão como ao fim de uma batalha.
Assim como o negro véu da viúva,a noite cai como uma luva nas mãos daqueles que esperam a chance de se levantar, reanimar,caminhar e se superar.Olha para o céu contemplando as estrelas, que poderiam ser luzes ,planetas,pequenos incêndios ,não mudariam a ordem das coisas,das coisas que nem mesmo entendo,mas me surpreendo.
Então,todo o fim poderia ser o começo,o meio,a pausa,enfim não apenas a causa da queda, do cansaço que te trouxe de volta ao leito,de direito do corpo que cai,que cai na realidade da vida espremendo a ferida,que cai de cansaço de viver escasso,que cai do sétimo andar querendo voar,querendo encontrar o descanso de mais uma noite que alcanço,que poderia ser um tarde,uma manhã,não importa,se isso te conforta.

Bom dia.


Vinicius Ribeiro

domingo, 9 de novembro de 2008

O que é Solidão.

A solidão é estar cercado de você mesmo.
E cerca de algum tempo sentir falta.


E fugir da liberdade que te prende a solidão.


A solidão é o silencio

Quando tudo se cala.







Quem fala é a solidão.



É a imagem
que mais revela,
aquilo que o olhar não alcançou
foi só a solidão quem realmente te mostrou.

A solidão é a música que te acaricia o coração.
Quando a sua volta tudo se faz escuridão.


Quando tudo falta o que sobra é a solidão.



É o medo do desconhecido,é o desejo escondido.



A solidão é a minha garganta com um nó
A solidão é voar com uma asa só.



Vinicius Ribeiro

Frio.


Frio
até onde o vento vai é Frio
até onde a chuva cai é Frio,
até o calor que daqui sai é Frio,
já cansei de te olhar Frio,
o meu sangue já não é mais Frio
mesmo que eu venha sentir Frio
meu coração jamais será

um bom lugar pra você estar,
ou a razão pra você gritar
no instante que eu te avistar
em algum vale á murmurar,
só nao repare se eu estiver ...



Frio
toda vez a noite cai ,Frio
e o sol se vai é tão Frio
aqui aonde estou é mais Frio
já cansei de te sentir Frio
mesmo que eu venha sentir Frio
este mundo jamais será

um bom lugar pra recomeçar
só há razões para gritar
e várias outras para lamentar
mesmo que o sol volte a brilhar
meu coração ainda será...

Frio.


Vinicius Ribeiro

Algo sobre o Amor.




Se o amor for mesmo o que eu imagino
Não terá droga no mundo que um dia irá se comparar
A tenra sensação de parar o tempo em um súbito intento,
um doce acalento,
De sentir no peito o mais forte dos sentimentos
que dispensa o entendimento,
desconhece o sofrimento,
apenas conhece a razão, de tanta satisfação.
Dai então pelas águas do mar refletir o brilho do olhar
até dormir pra te encontrar e só acordar pra dizer Eu te amo.






E se o amor for mesmo o que eu vou sentir.
Não terá droga no mundo que um dia me fará preferir,
algum vil e mortal prazer, a um grande e puro amor viver.
Um doce encanto , me causa espanto.
De tão alegre pelas ruas é que hoje eu canto,
a canção que o meu peito orquestrará
para os mais gloriosos momentos
que logo a frente estão ansiosos a me esperar.
no tenro dia em que o amor chegar,e me acompanhar pelo caminho.
Porque nele eu acredito, se for mesmo o que eu imagino.

Vinicius Ribeiro.






 

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Reiniciar a caminhada.


Tem sido uma longa jornada até o amanhecer.
Se cansar ,parar e respirar.
Buscar o que te fez cessar,
reparar que ainda falta muito
a aprender pra entender,
assim crescer e dar o grande salto
que levante a sua cabeça para o alto.

tão alto que te faça esquecer,
os dias em que você tropeçou,
não importa onde parou
é só seguir em frente,
com a coragem de uma serpente
sem nenhum medo insistente,
com a fé de um sobrevivente.

E ainda se errar, superar, enterrar e continuar.
Reiniciar a caminhada,
aqui ou em outra estrada,
fazer da jornada sua melhor aliada,
e do caminho o vento que move o moinho
que sopra sem parar,
até o dia em que ao destino você chegar.

Vinicius Ribeiro.





Juntos.


Minha vida é aquela junto a você.
Não junto a quem juntou se a nós,
nem junto a quem separou se de nós.
Se juntos juntamos a felicidade,
assim nos separamos da tristeza.
E se juntos juntamos a alegria,
separados, separamos nossas vidas.
Separadamente juntamos nossas tristezas
e transformamos em fecilicidade toda junta,
junto a nós , juntamos o amor e criamos a vida.
Juntos.


Vinicius Ribeiro

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

No Inicio.

Tudo eram trevas,
Tudo era dúvida,
sujo e misturado.

Criamos a vida,
trouxemos para a luz,
começamos puros
chegamos ao caos.

Ao caos dos dias,
em que evoluimos
e começamos a morrer,
ganhamos o mundo
perdendo nossas almas.

No inicio tudo era confuso,
tudo era no fundo uma esperança
ainda tinhamos fé.

E a fé nos levava
aos primeiros passos
no solo do principio
da longa caminhada a pé.

Com o pé no futuro
construimos o mundo
nos separamos entre vários muros
ganhamos a liberdade
perdendo a sensibilidade.

No inicio nada era em vão.
tudo era uma mágica confusão,
ainda tinhamos um coração.


Vinicius Ribeiro
5 de novembro de 2008