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20110221

Iluminação.



E agora então eu vejo na vida
Uma coleção de muito mais cores.
Assim se faz impossível viver como antes.
Um recém nascido que já não pode mais voltar
Para o útero de nenhuma gestante.

Porque agora ele conhece o sol e a chuva
E nem a morte e a loucura
Poderiam cegar esses olhos apaixonados
Por tua beleza romanticamente embriagados.

É preciso calar a visão, a fala...
Emudecer os sentimentos mesquinhos
Como quem adquire um sétimo sentido
Cujo nome não se pode definir
Ainda assim, de nada adiantariam as cores
Se não houvessem esses olhos que me encontraram aqui.

Tua presença com quem danço em silêncio
Aos mergulhos em nossas almas até o mais profundo
Desnecessárias palavras, simplesmente limitadas.
Não explicam para o mundo
O imenso valor destes nossos olhos úmidos.

Porque os meios de expressão são pequenos demais
Infinitos símbolos pra quem pôde em um minuto de paz
Contemplar esta luz que pra sempre me ilumina
A mais pura, rara e verdadeira iluminação divina.



V. Ribeiro/ B. Carminati.