Templates da Lua

20110110

Tu és a Tempestade.



Para aonde estou indo não chove nem faz sol
Jamais estarei só
A menos que não entendas o que eu digo
E insisto
É preciso viver, pois a morte não existe.
A morte da morte trouxe vida infinita
E ainda assim chove
Mas jamais me molho
Vírgulas e vírgulas
Entre palavras em que me apóio
Há cerca de onze estrelas no céu
Para cada distancia vencida
Realidade invertida
Nem hoje. Nem ontem
Mas amanhã!
Ah manhã!
Voltarei a sonhar contigo
E parar o sol...
Oh não deixe o sol se por
E que enfim encontre a tempestade
Nos poemas divinamente escritos sob tua pele.
Celebre!
As ondas á furarem as pedras
A luz que se apaixona pelas trevas.
Olhos de lince.
Ausência tua que me atinge.
Ares com sede de mais esta guerra
Eros já se rende de amores por ela
E ela se transforma toda noite em espera.
Nem antes. Nem depois
Mas agora!
Lá fora!
Não deixe a lua ir
Misteriosa lua que eu vi
E que no fim subas a torre e me abrace
O desejo, diabolicamente esculpido em tua face.



Vinicius Ribeiro.