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20100510

Primeira Carta ao Tédio.



Eu
ainda sou todo este barulho,
mas eis que agora
aprecio o silêncio
eloqüentemente mudo.

Em flechas que cruzam o ar, dominante e voraz pensamentos que desejo por inteiro
Esmero cuidado, dia a dia, nas vertentes de entre sombras, margens de rios e as tampas de bueiros.

Pedaços de vidas que nos fazem companhia. Labirintos infinitos, imaginarias conquistas nos trazem alegria. Enfermo estado, pensante, noites inteiras em banquetes delirantes...

Sombras em árvores, questionamentos aos milhares. Estranhos ao meu lado, fazem parte de uma mística jornada. Calada a voz do medo e da vergonha. Sem culpa, na penumbra, me alimento vorazmente de mais esta breve inconstante madrugada.

Quando a noite apenas ousava ser ela mesma. Tiros no asfalto, mãos para o alto. Calou se mais uma não vida. A minha ainda grita... No corredor um pouco sentado, imagino o amanhã como já se fosse agora.

Embora hoje eu acorde e corra. Quilômetros e quilômetros dentro de um metro parado. Exatos infinitos minutos de desejos acesos, iluminando luzes reluzentes em pensamentos, interrogações, intervenções de cunho abstrato.

Ato falho da imagem refletida ao contrario. Do não quadrado com seus quatro lados diferentes. Referentes a idéias libertarias, a esquerda do meio. Modernismos delinqüentes. Tamanha a vontade de crescer, bateu com a cabeça entre algumas não nuvens. E agora pronto!

Anotações arquivadas no subconsciente. Adubo misturado á semente, amanhã se tornará o fruto. Eu luto enquanto posso. O sol brilha enquanto é nosso. Me esforço pra abstrair da essência as coisas que passam e nos arrastam...

No sétimo dia descansou e criou a Filosofia. Sentou se com o desconhecido e no fim descobriu tudo aquilo que ele ainda não sabia...



Vinicius Ribeiro.