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20090211

Sul realismo.



Do norte,
defronte a linha tênue
entre ser forte
e se render a morte.
O real beija o teu rosto.
Te convida para mais um dança.
E o faz querer estar exatamente
do lado oposto.
Suposto,
do que na verdade seria a realidade.
Há razão.
Talvez não!
Da consciência tiraste sua existência.
Abstrata,
ela te reata a vida.
Diária,
peculiarmente cotidiana,
inversamente utilitária.
Lendária,
na vanguarda de sonhos
entre sonhos de paz
em paz te traz a guerra.
Na terra,
de quem faz sou eu.
De norte a sul,
ser real!
Do leste,
meu sol só renasce no oeste.
E cresce,
mas não te obedece.
Explora seus limites.
Mas morre em um copo com gelo.
Treme de medo de não acordar amanha cedo.
Tão cedo,
não me espere para o jantar.
Se no lugar do prato
serei eu na mesa colocado.
Com meu cérebro aberto,
simetricamente cortado,
das idéias expostas.
Opostas ao seu real,
de tamanho egoísmo.
Realismo?
creio que hoje não.
Logo me calo.

...fico me por aqui então.



Vinicius Ribeiro.