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20090127

Maria.



Segue Maria
com sua trouxa de roupas embaixo do braço,
pronta para mais um dia.
Leve o sono de que desperta Maria.
Abre a janela
e recolhe a coragem que lá fora ela escondia.

Dizia que sentia fome, seu “home” não trabalhava.
Era Maria quem batalhava.
Se chovia, ela corria.
E no sol ela sempre queimava.
Se ficava triste, Rezava.
Assim era ser Maria.

Coloria a vida com um simples sorriso.
Trazia o amor como seu breve aviso.
Se precisasse que o mundo ela enfrentasse,
Maria não fugia. Até ria!
Com a coragem que ela tinha
E sabia o que era ser Maria.

Se faltava o pão,
compensava com união.
Se perdia o sono, Rezava.
E pedia a força que só ela tinha.
De quem a cada dia
Aprendeu a ser Maria.



Vinicius Ribeiro.