Templates da Lua

20090228

Haja Paz.




Pensamentos jogados, compartilhados entre espaços sobrepostos. Sob impostos o impostor vive sem a paz e a liberdade. Se o que te destrói é o que te assusta de verdade. Feche os olhos caia de cara na madrugada. Alugada a sua vida nunca foi tua aliada. Apenas te insinua pelas ruas, mascara o voto de silêncio. Em silêncio hoje a música é a última oração. Entre a regra e a exceção todo homem que cresce vai pra guerra seja ela pelo amor ou pela paz, por amar em paz. O que mais interessa a nós?
Semelhante a nossos heróis cada página que faz o dia de quem escreve a história sem voz. A vitória é a senhora da guerra, mas não se enterra com os seus mortos. Entre os mortos os feridos ainda se sentem vivos. Sentirão calor mas não o sol em prol do dia que não se alia a guerra, pois era dessa o fogo que mais brilhava no céu e na terra. A guerra que começa no pensamento e cresce como o fermento da ambição. A visão reconhecia a bandeira branca com manchas de sangue, envergonhada com mentiras infames. Quando caímos ao engatilhar, paramos de caminhar voltamos a engatinhar. Com os joelhos feridos, sentimentos partidos nos arrastando por caminhos tortuosos, conselhos duvidosos.
jogados ao precipício os trens agonizavam ainda parados em cima dos seus trilhos. As águas só faziam refletir a fogo que ardia as outras águas que moravam dentro dos seus rios. E cada cruz conduz a enxergar que a luz era a escuridão que iluminava os mortos espalhados entre toda a multidão.
E então pela paz escrevemos um novo dia.
Amanhecemos a poesia!








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20090225

Esta Noite.



No poste apaga se a última luz. De tão quente o frio violento trazido pelo vento conduz o meu lamento e transforma tudo em fumaça da noite. Concebida pela dança dos ponteiros e no cinzeiro descansa o cigarro, bizarro mistura o medo de viver com a vontade de crescer. Transforma tudo em degraus e escadas no começo da madrugada.
De tão grande chega a ser infinita cada vez mais parecida com a vida. Duvida que o dia seja capaz de um dia se mover e nos trazer mais encantos do que ela. Donzela porque ainda está no auge da noite. A luz enfraquece já não se esquece: jamais será como o sol e o lençol não tira os olhos de cima de mim, me esperando pra dormir. 











20090221

Em canto.



O sábio convenceu se por fim
De que aprendera a amar
Com suas palavras abraçara 
Verdadeiramente a sua amada
Tão logo libertara se 
De todos os velhos medos
E cada silaba fazia se os dedos
De certo venturosos
Tornavam se a extensão completa da pele macia
Fazia acontecer a magia.












20090211

Sul realismo.



Norte
linha tênue
entre ser forte
e se render a morte.
O real beija o teu rosto.
Te convida para mais um dança.
E o faz querer estar exatamente
do lado oposto
Suposto,
do que na verdade seria a realidade.
Há razão?
Talvez não!
Da consciência tiraste sua existência
Abstrata,
retrata a vida diária
precária
peculiarmente cotidiana,
inversamente utilitária
Lendária
na vanguarda de sonhos
entre sonhos de paz
em paz te traz a guerra
Na terra,
de quem faz sou eu
De norte a sul
ser real!
leste, oeste e cresce
mas não te obedece
Explora seus limites
Mas morre em um copo com gelo
Treme de medo de não acordar amanha cedo.
Tão cedo,
não me espere para o jantar
Se no lugar do prato
serei eu na mesa colocado
Com meu cérebro aberto
simetricamente fatiado
de idéias expostas
Opostas ao seu ideal
de tamanho egoísmo.
Realismo?
Hoje não!





20090207

Olhos sobre tela.






Foi só de ida o meu ingresso eu confesso
Abstrato!
De fato não quero voltar
De assalto jogo tudo pro alto 
Transformo a realidade em um ato de insanidade
A mais pura verdade:
Bondade para comigo mesmo
Outro tipo de beleza
Sutileza e formas transformadas
Transtornadas impressões em antigas expressões
Idealizadas no ápice de um sonho que não me lembro
Por exemplo o absurdo surpreende
Cada olho é um templo sem paredes 
E a cabeça o museu de todas as nossas obras
Vivas ou mortas;
Embora a persistência da memória
tem hora que prefiro esquecer
Me acorda e me salva desse século vinte e um 
Pensamentos que se vão pelo o vão que sugere a realidade
Se sobrevivo tamanha é a crença na vida
Morro de amor e provo da existência 
Em cada época um novo sabor
Encontro redentor realidade escondida;
Entre os jardins de beleza entardecida 
Ao nascer e morrer perante a Rosa Meditativa.