Templates da Lua

20090131

Versos.



O vento voava voraz
Vindo veloz 
Vibrava
Via e voltava
Vivendo verdades variadas
Valiosas, vidradas e viradas.

Vermelhas, verdes
Visando violetas
Valorosas viciavam na vitória
Veneravam a vossa vontade
Velocidade da voz
Vós que vais, viestes dos vitrais.

Vezes vendiam vasos
Volumosos, voluptuosos
Vários voluntariosos
Valsando vistosos
Vestidos em velhos vestidos
Vazando nos vidros dos veículos.

Ventre virtual, vértices e véus
Vigiavam vendavais
Vulcanizando vestes
Vivas e virgens
Varriam vultos vulgares
Vomitando o vinho nas viagens.

Valentes em vantagem
Vulneráveis vendavam vitrines
Vislumbravam verduras, vegetais 
Vinculando violas e violeiros
Veraneios em veleiros
De Viena aos vilarejos.

Visitavam e viam
Verdadeiramente;
Venciam na vida.













20090130

Múltiplo Orgasmo Vital.



O orgasmo de viver passa perto de você
Me acompanha por lugares
Onde olhares vêem ruas desnudas e estranhas
O seu corpo quando ama
A noite é como a gruta da montanha
Corro e entro pra me proteger 
E sentir o prazer! Ao amanhecer...
Meus olhos estão por todas as janelas.
Tão bela é a vista.
Egoísta...
Benquista pelas avenidas
Em que tuas mãos passeiam sozinhas
E nos aquários descansam as andorinhas
Todas minhas!
Ao teu lado sou o dono de essa alegria.












20090127

Maria.



Segue Maria
Pronta para mais um dia
Leve o sono que desperta Maria
Diziam havia uma fome
Honra Maria o seu nome!
Se faltava o pão
Compensava em união
Se perdia o sono, Rezava calada
Naquela força que só ela tinha
De quem a cada dia
Aprendeu a ser Maria.






20090126

Santa Música.



Santa música
Cantai mantras aos meus ouvidos
Que sejais pura 
Nos revestimos com tua armadura 
Sãos ou em loucura
A música é quem nos procura
Que sejais santa
em cada passo de suas danças
Á todo aquele que na vida
encontrou o seu tom
Em meio a teu som.




No fim da noite
Só a música me acompanha
Até sinto o colchão que me arranha
O meu corpo ainda estranha.

No fim da música
Só a noite me estranha
Até sinto o colchão que me acompanha
O meu corpo ferve e te chama. 













20090123

Noturno.



Sob tua face angelical
Nua alma se faz imortal
Transborda na plenitude jovial de amar
Me faço recitar para cada poema
Na suavidade e
vapora se encanta pelo céu
Rasgando o sétimo véu
Foi que a noite sorriu 
Aplaudiu o nosso amor
A sós se derramou sobre nós.









20090121

Sonânbulo no Tempo.



As paredes ruíam e contavam sobre os mitos. Cada rachadura me olhava nos olhos acordados antes do fim da madrugada. Tranquei a porta com sete ou oito chaves.  O ato de auto se ausentar faz parte da vida. Ainda assim uma história que não lembro faço virar lenda. Acordo sonâmbulo levanto e só me obedeço. Com um copo de café, se Deus quiser, as paredes seguirão na fé. Pois tudo se desgasta se arrasta pelos dias. São idéias, fragmentos da matéria. Ser ou não ser? Sempre tranquem a porta e conheçam bem a escada antes de subir e descer.










20090120

Expressionismo.



Te imaginei em linhas tortas
Misturei em cores fortes
Sem contorno definido
inserido em sombras coloridas.

Doloridas, apenas gritavam
Escorria tinta por onde passavam
Um espetáculo á parte
Por Deus, aquilo é que era arte.




20090118

Infantaria em Diversão.



Embriagou toda a cidade
conseguiu calar o sol
sentar o corpo inteiro
esperar a sua vez
no tabuleiro de xadrez.

Preferiu parar o tempo
lavar a  alma
com água e sabão
Bebemos da mesma fonte.
Compartilhamos o mesmo pão.


Urgências e reticências ...



20090117

15:01.



Ser cômico para não ser trágico
parece mágico, me fortaleça
me abrace ou me esqueça
antes que eu enlouqueça.





20090114

Devaneio Vespertino.




Penso que amanha à tarde
Encontrarei a paz
Tanto faz
Se os dias são iguais
Preciso existir ainda mais.
Jamais havia notado
Há flores pela cidade
Flores pela metade
A verdade que não muda
Alguém me leia 
Não apenas me resuma.